Bradesco (BBDC4) avança em recuperação no 2T, mas por que otimismo ainda é limitado?
O Bradesco ( BBDC4 ) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) na semana passada, com as ações caindo cerca de 2% na sessão pós-balanço.
Para analistas da XP e do JPMorgan, o banco segue mostrando evolução gradual de resultados, mas os analistas ainda veem obstáculos importantes para uma reprecificação mais forte das ações.
Após os números do segundo trimestre de 2026, XP e JPMorgan mantiveram recomendação neutra para o banco, reconhecendo avanços em rentabilidade, eficiência e crescimento das receitas, mas destacando preocupações com qualidade de crédito, necessidade de provisões e discussões sobre capital.
Na visão da XP, o banco continua entregando uma recuperação “passo a passo”, apoiada pela expansão das carteiras com garantias, pela melhora da execução comercial e pelos ganhos de eficiência derivados do processo de transformação iniciado nos últimos anos.
Ainda assim, o ambiente macroeconômico mais desafiador e a piora de alguns indicadores de risco impedem uma visão mais construtiva para o curto prazo.
O JPMorgan destacou que os lucros projetados para 2026 continuam praticamente inalterados após o balanço, mas observa uma composição diferente dos resultados, com margens financeiras mais fortes compensando maiores provisões e receitas de serviços mais fracas.
Os analistas destacam que o Bradesco atravessa um processo gradual de reconstrução da rentabilidade após os desafios enfrentados durante o ciclo de crédito de 2022 a 2024.
Segundo a XP, o crescimento da carteira vem sendo concentrado em linhas consideradas mais seguras e em clientes de melhor qualidade, ajudando a sustentar a expansão da margem financeira.
A casa elevou suas estimativas de receita financeira líquida (NII) para 2026 e 2027, refletindo custos de captação menores e resultados de tesouraria acima do esperado.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta sexta Índices futuros dos EUA operam mistos Além disso, tanto XP quanto JPMorgan destacam o desempenho da operação de seguros, que continua acima das expectativas e próxima do topo do guidance divulgado pela administração.
O controle de despesas segue sendo outro ponto positivo.
A XP reduziu suas projeções de custos após os resultados recentes, destacando que as iniciativas de eficiência continuam gerando efeitos melhores do que o esperado.
Crédito ainda exige cautela Apesar dos avanços, a principal preocupação continua sendo a qualidade dos ativos.
A XP chamou atenção para o aumento dos saldos classificados em estágio 2, especialmente ligados às carteiras de pequenas e médias empresas e ao agronegócio.
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