Flávio Bolsonaro diz que Lula tenta comprar os pobres e aumentou Bolsa Família por desespero
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ) afirmou neste sábado (19), em ato de campanha em Joinville (SC), que o presidente Lula ( PT ) aumentou o valor do Bolsa Família em um "ato de desespero" para tentar obter votos.
O reajuste de 15,04%, anunciado pelo governo na quinta-feira (17), eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
"O desespero está tão grande que o Lula fez uma confissão nos últimos dias. Num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família. Ele deu a prova de que ele não pensa no povo brasileiro. Ele só pensa nele", afirmou Flávio.
Flávio afirmou que Lula decidiu reajustar o benefício em resposta ao cenário eleitoral e acusou o presidente de tentar "comprar o voto dos mais pobres".
A crítica ocorre em um contexto semelhante ao de 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro ( PL ), que disputava a reeleição, ampliou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. O aumento de R$ 200, equivalente a 50%, começou a ser pago em agosto daquele ano e tinha validade até dezembro. Durante a campanha, Bolsonaro passou a defender que o valor de R$ 600 fosse mantido de forma permanente a partir de 2023.
Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), reconheceu a validade do decreto que reajustou o Bolsa Família e afirmou que a medida não afronta as regras eleitorais. Segundo Mendes, trata-se de uma atualização dos valores de um programa social já existente, sem criação de novo benefício, mudança nos critérios de elegibilidade ou ampliação do número de beneficiários.
Durante o comício, Flávio também relacionou o reajuste à perda de poder de compra provocada, segundo ele, pela inflação. O candidato afirmou que o governo "gasta muito, aumenta a inflação" e que os R$ 600 "não compram mais nada hoje". Disse ainda que o valor não permite "encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro".
Flávio também classificou Lula como "um símbolo das ideias velhas, de um governo analógico e um governo com burocracia". Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento e medidas para estimular o empreendedorismo.
Ao falar sobre Santa Catarina, Flávio apresentou o estado como exemplo de desenvolvimento e atribuiu o desempenho local ao perfil da população e à gestão de partidos de direita. "Por que aqui dá certo? Uma coisa foi dita: nunca foi governado pelo PT", afirmou.
O candidato disse que pretende usar a experiência catarinense como referência caso seja eleito e citou uma parceria com o governador Jorginho Mello (PL) e com Adriano Silva (Novo), candidato a vice-governador na chapa de Mello.
Na área de segurança pública, o candidato voltou a defender que facções criminosas como PCC e Comando Vermelho e milícias sejam enquadradas como grupos terroristas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.