Haddad pede investigação contra a Jovem Pan por fake news sobre sua esposa
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A coligação que apoia Fernando Haddad ( PT ) ao governo de São Paulo apresentou uma notícia de fato ao MPE ( Ministério Público Eleitoral) contra a Jovem Pan por causa da divulgação de uma frase falsa atribuída ao candidato e de comentários de teor sexual sobre sua mulher, Ana Estela Haddad.
O episódio ocorreu no programa Quem Tem Razão?, apresentado por Oscar Filho e Paula Nobre, em 14 de agosto. A emissora reproduziu a falsa afirmação de que Haddad teria dito que, após a eleição, sua mulher "dormiria com o próximo governador de São Paulo".
A manifestação foi protocolada no sábado (22) e é subscrita pelos advogados Hélio Freitas de Carvalho da Silveira e Maíra Calidone Recchia, que fazem parte da equipe jurídica do candidato. Procurada, a Jovem Pan afirmou à coluna que fez tudo ao seu alcance para corrigir o erro, inclusive com anuência da equipe de Haddad, e que a atração é voltada ao entretenimento, não ao jornalismo .
A falsa frase atribuída ao petista circula desde a eleição presidencial de 2018 e já foi desmentida anteriormente.
A partir dela, os apresentadores fizeram comentários de teor sexual sobre Ana Estela. Oscar Filho afirmou que, se Tarcísio de Freitas vencesse a eleição, Haddad "vai perder mais do que a eleição". Na sequência, Nobre disse que Ana Estela "vai dormir com o Tarcísio, se o Tarcísio ganha", segundo a ação apresentada à Justiça.
Na semana passada, após ser contestada pela equipe de Haddad, a Jovem Pan havia feito uma correção sobre a informação, lida ao vivo na sexta (21) pelos apresentadores do Quem Tem Razão e também no Jornal Jovem Pan, cuja audiência e alcance são maiores.
A defesa do petista sustenta que a mulher do candidato, que não concorre a cargos na eleição, foi tratada como "objeto de disputa sexual" pelos apresentadores. E também foi usada como instrumento de ataque político a Haddad por meio de sua sexualização e exposição.
A notícia de fato pede que o MPE investigue a conduta da emissora. Entre outras medidas, solicita a gravação integral do programa, dados de audiência e alcance do conteúdo, a oitiva dos apresentadores e dos responsáveis pela direção da Jovem Pan e a apuração de eventual abuso dos meios de comunicação.
Os advogados também pedem que seja investigada a possível prática do crime previsto no artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação, durante a campanha, de fatos sabidamente inverídicos sobre partidos ou candidatos capazes de influenciar o eleitorado. A ação afirma que o caso deve ser analisado ainda à luz do aumento de pena previsto quando a divulgação ocorre pela imprensa, rádio, televisão ou internet e envolve menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
A defesa afirma que a remoção não elimina a necessidade de apurar o conteúdo e sua disseminação por terceiros.
À coluna, o diretor jurídico da Jovem Pan, Frederico Mansur, afirmou que a emissora retirou todas as publicações que mencionavam a fake news assim que foi avisada pela equipe do ex-ministro, na sexta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.