Dono de casa cercada por colonos israelenses na Cisjordânia pede ajuda aos EUA
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Com a bandeira americana no telhado de sua casa, Louai Abu Ridi faz um apelo ao governo dos Estados Unidos para que ajude a acabar com o cerco de colonos israelenses à sua casa na Cisjordânia , onde a violência tem se intensificado.
O palestino-americano é dono de uma das três casas cercadas há mais de uma semana por colonos no vilarejo de Qusra, perto de Nablus , no norte da Cisjordânia, ocupada por Israel .
Ele voltou de Ohio, onde mora, depois que os colonos deixaram os moradores isolados dentro das casas e cortaram o abastecimento de mantimentos. Na segunda-feira (17), Ridi conseguiu chegar à sua residência acompanhado de jornalistas.
No dia seguinte, hasteou a bandeira americana na fachada e pediu a intervenção da embaixada americana contra o cerco, que provocou uma forte condenação internacional.
"Esta é a minha mensagem para todos os americanos, para que vejam o que está acontecendo aqui, na Cisjordânia, a maneira como os colonos nos cercam e tentam tomar a minha casa", disse ele a jornalistas.
Soldados desmontaram as barracas e anunciaram a detenção de um israelense. Os colonos, porém, voltaram, a pé ou de carro.
Na segunda-feira, Ridi enviou à AFP vídeos que mostram alguns colonos passando em frente à casa em quadriciclos, enquanto as forças de segurança israelenses estavam posicionadas do lado de fora.
"Os colonos entram livremente na minha casa, e eles não fazem nada", disse, em referência aos militares. "Eles chegam até a apertar a mão dos colonos. É como se fossem amigos."
A violência cometida por colonos israelenses aumentou consideravelmente desde o ataque do grupo terrorista Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, com incursões quase diárias contra vilarejos e atos de assédio ou intimidação.
O governo de Netanyahu, o mais direitista da história de Israel, liderou uma rápida expansão dos assentamentos na Cisjordânia e estabeleceu postos avançados de colonos na região.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, que no passado já apoiou os colonos, condenou o episódio e afirmou que pediu a intervenção das autoridades.
Em entrevista na noite de terça-feira à televisão israelense, o embaixador assegurou que Washington tem o compromisso de defender seus cidadãos. "Gostaríamos de ver consequências graves para aqueles que se dedicam —e vou utilizar esta expressão— a uma atividade terrorista", declarou.
"Não é justo para as famílias palestinas, que são proprietárias de suas casas, que têm direito de criar suas famílias sem medo", acrescentou o ex-pastor evangélico.
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