Após 6 a 1, Botafogo busca virada histórica na Sul-Americana; veja as maiores goleadas
Nesta quinta-feira, 20, o Botafogo enfrenta o Cienciano , no Estádio Nilton Santos, em busca de um resultado histórico na Copa Sul-Americana .
Depois de ser atropelado por 6 a 1 em Cusco , no jogo de ida das oitavas de final, o clube carioca precisa vencer por cinco gols de diferença para levar a classificação aos pênaltis .
Para avançar nos 90 minutos, são necessários seis.
A comparação com o passado ajuda a dimensionar o tamanho da missão: nenhum clube jamais reverteu uma diferença de cinco gols em um mata-mata das principais competições da Conmebol .
A maior desvantagem efetivamente superada na história da Sul-Americana foi de três gols .
E há dois casos emblemáticos.
Em 2003, justamente na primeira edição do torneio conquistada pelo Cienciano, o Libertad perdeu por 3 a 0 para o Nacional , do Uruguai , nas oitavas de final.
Na volta, os paraguaios devolveram o placar, venceram também por 3 a 0 e sobreviveram na disputa por pênaltis, por 3 a 2.
Quatorze anos depois, o Huracán foi ainda mais longe: depois de levar 3 a 0 do Deportivo Anzoátegui , na Venezuela, fez 4 a 0 em Buenos Aires , com o gol da classificação marcado já nos acréscimos, e avançou por 4 a 3 no agregado.
Continua após a publicidade Há ainda uma ironia no roteiro.
O próprio Cienciano protagonizou uma grande virada nesta edição da Sul-Americana.
Nos playoffs que antecederam as oitavas, o clube peruano perdeu por 2 a 0 para o então campeão Lanús, na Argentina, e respondeu com uma goleada por 4 a 0 em Cusco .
Segundo a Conmebol, foi a primeira vez desde o São Paulo de 2022 que uma equipe avançou no torneio após perder a ida como visitante por dois ou mais gols de diferença.
Foi justamente essa classificação que colocou o Cienciano no caminho do Botafogo.
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