Edtech capta R$ 1,2M com a Potencia para avançar no B2G
Fernando Pinheiro, Isaac Barbieri e Thomaz Albuquerque, cofundadores da Leme | Crédito: Divulgação Todo governante eleito promete melhorar a educação, mas nem sempre essa promessa se torna realidade.
Uma startup brasileira, porém, tem a solução para ajudar prefeituras a identificarem onde estão as causas do baixo nível de aprendizagem nas suas redes públicas de ensino e atuar nesses problemas.
Fundada por Isaac Barbieri, Fernando Pinheiro e Thomaz Albuquerque, a edtech Leme acaba de levantar uma rodada pré-Seed de R$ 1,2 milhão com a Potencia Ventures para acelerar a expansão da startup.
A ideia é passar dos cerca de 20 municípios atendidos atualmente para 100 municípios até o final de 2027.
Atualmente, as redes municipais com as quais a Leme atua estão distribuídas pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Sergipe.
O que a startup faz é cruzar dados sociais dos estudantes com informações de aprendizagem para ajudar as secretarias a implementar ações para reduzir as desigualdades entre os grupos mais vulneráveis, como pretos, pardos e indígenas.
A ideia, com isso, é também ajudar as prefeituras a acessarem o VAAR (Valor Aluno Ano Resultado, do Fundeb), um indicador do governo federal que premia os municípios que promovem o avanço educacional com equidade.
“Os municípios que ajudamos e que têm recebimento previsto para 2027 somam R$ 70 milhões em recursos.
São R$ 70 milhões que essas redes poderão reinvestir em infraestrutura e usar para continuar avançando em sua trajetória de impacto por meio da metodologia de redução das desigualdades”, explica Isaac Barbieri, cofundador e CEO da Leme , em entrevista ao Startups .
Em Pilar do Sul (SP), por exemplo, um dos municípios onde a Leme atua, a proficiência média da rede municipal cresceu 26% em apenas quatro meses.
Os maiores ganhos vieram dos estudantes de menor renda (+29%) e de alunos pretos, pardos e indígenas (+21%).
A plataforma alcança mais de 90% de engajamento semanal recorrente entre os docentes das redes contratantes.
O desempenho rendeu à startup reconhecimentos como o Top 5 no BNDES Garagem , programa de apoio ao empreendedorismo do BNDES que acelera e fortalece startups com soluções inovadoras, na categoria negócio de impacto, e o 1º lugar na aceleração da Artemisia.
“Normalmente, quando abordamos um município e mostramos a dimensão das diferenças entre os estudantes e os recursos que ele deixou de receber por causa desses indicadores, encontramos uma abertura grande.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.