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Carlos Alberto Soares de Freitas: a trajetória de um desaparecido político

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Carlos Alberto Soares de Freitas: a trajetória de um desaparecido político

Há 87 anos, em 12 de agosto de 1939, nascia o guerrilheiro Carlos Alberto Soares de Freitas, integrante da luta armada contra a ditadura militar brasileira (1964-1985).

Estudante da UFMG, Carlos ajudou a organizar as Ligas Camponesas e a criar a primeira associação de favelas de Belo Horizonte. Ele foi fundador e dirigente de algumas das mais importantes organizações revolucionárias dos anos 60, incluindo a Política Operária (POLOP), o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares.

Carlos Alberto foi preso em fevereiro de 1971 por agentes do DOI-CODI. Testemunhas confirmaram que o militante foi torturado e assassinado na Casa da Morte de Petrópolis. Os restos mortais nunca foram encontrados e Carlos permanece até hoje como um dos desaparecidos políticos da ditadura.

Natural de Belo Horizonte, Carlos Alberto Soares de Freitas era o caçula dos oito filhos de Alice Soares e Jayme Martins de Freitas. Ainda pequeno, mudou-se com a família para Teófilo Otoni, onde estudou no Colégio São Francisco e no Grupo Escolar Manoel Esteves. Posteriormente, retornou à capital mineira, cursando o ensino secundário nos colégios Anchieta e Tristão de Ataíde.

“Beto”, como era conhecido por familiares e amigos, era um jovem carinhoso, generoso, divertido e imbuído de sensibilidade artística. Tocava violão e apreciava cinema, literatura e teatro. Em 1961, já com 21 anos, ele ingressou no curso de Sociologia e Política da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE-UFMG).

A entrada de Carlos na universidade ocorreu em um momento de intensa efervescência política no Brasil. O trabalhista João Goulart havia acabado de assumir a presidência, encontrando forte resistência dos militares e dos setores conservadores. Estudantes, sindicatos e movimentos sociais se engajavam na defesa das reformas de base e denunciavam a articulação golpista em curso.

Durante a graduação, Carlos se aproximou do movimento estudantil e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

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