Ambiente está mais favorável para ativos de risco após resultado eleitoral, diz XP
Até para os investidores conservadores, o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil marca uma virada de chave na alocação em ativos brasileiros e abre espaço para um aumento da parcela de maior risco nas carteiras.
A análise é da corretora XP no Relatório Mensal de Alocação de outubro.
A principal mudança em relação a setembro é a recomendação de ampliar de 6% para 12% a parcela da carteira em renda fixa prefixada, no caso de investidores conservadores.
Para esse perfil, a fatia em fundos listados também dobra, de 2,5% para 5%.
Quem perde espaço são os pós-fixados, que seguem os juros de curto prazo, como o Tesouro Selic e os CDBs atrelados ao CDI.
A participação deles cai de 71,5% para 63%.
Entre os investidores sofisticados, com maior apetite ao risco, a recomendação também é aumentar a renda fixa prefixada, de 9,5% para 15%.
Além disso, a XP sugere dar mais espaço às ações de empresas brasileiras, de 15% para 20%.
Perdem espaço, de novo, os pós-fixados (4 pontos percentuais a menos), os fundos listados (4,5 pontos a menos) e os alternativos (2 pontos a menos).
A reorientação é, nas palavras da XP, uma forma de promover, de forma disciplinada, um aumento do nível de risco das carteiras.
"Entendemos que se elevaram as probabilidades de termos uma agenda econômica mais favorável ao equilíbrio fiscal e à estabilização da dívida pública", justifica o relatório.
Apesar do otimismo, os analistas ressaltam que a definição do cenário depende tanto do resultado do segundo turno quanto da capacidade de executar uma agenda pró-ajuste fiscal.
Diversificar segue como um elemento central para construir portfólios nesse cenário.
A exposição a diferentes classes de ativos e cenários permite capturar ganhos sem assumir os riscos de forma unilateral.
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