Investigação da PF a Lulinha aponta três tentativas de fechar contratos no Ministério da Saúde
A Polícia Federal (PF) investiga três tentativas de fechar contratos no Ministério da Saúde que teriam envolvido o filho mais velho do presidente Lula (PT) e empresário, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; e a empresária Roberta Luchsinger.
As negociações envolveriam a venda de R$ 627 milhões em medicamentos à base de cannabis, a entrega de testes de diagnóstico para dengue e outras arboviroses, além de parcerias produtivas por meio da Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás S.A.). As informações são da Folha de S.Paulo.
Nenhuma das negociações avançou. Ainda assim, a PF afirma que Lulinha teria mantido uma relação de interesses econômicos com Roberta e aponta o filho do presidente Lula como possível beneficiário indireto das atividades da lobista.
Segundo a investigação envolvendo Lulinha, uma das negociações envolvia a venda de cerca de R$ 627 milhões em medicamentos à base de cannabis . A proposta previa o fornecimento de aproximadamente 1,2 milhão de frascos por quatro empresas, entre elas a WorldCann, ligada ao Careca do INSS.
De acordo com a investigação, Roberta e Careca se aproximaram em fevereiro de 2024. No mês seguinte, os dois participaram de uma reunião com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Na ocasião, eles teriam apresentado um plano para regularizar produtos à base de cannabis e permitir a venda no país. O secretário teria informado que a questão dependia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação da PF também indica que Roberta dizia representar Lulinha e utilizava a expressão “Eu sou o Fábio” nas tratativas. A lobista teria buscado uma remuneração equivalente a 20% das vendas. A proposta, porém, não avançou.
A investigação também aponta que Roberta Luchsinger teria pago R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito e outras despesas para Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete de Lula, em 2024.
Os pagamentos ocorreram no mesmo período em que a lobista negociava a venda de canabidiol e outros produtos com o governo. Segundo a PF, Roberta chegou a enviar a Marcola rascunhos de documentos relacionados à contratação . Ele afirma que não repassou o material ao Ministério da Saúde.
A defesa de Marcola diz que não teve acesso à íntegra do inquérito e afirma que os valores eram referentes a empréstimos já quitados. Os advogados também acusam o vazamento de informações de tentar distorcer os fatos e interferir no processo eleitoral.
A defesa de Lulinha nega qualquer uma das irregularidades que aparecem na investigação. O advogado Marco Aurélio de Carvalho criticou o vazamento de informações da investigação.
Outro negócio citado pela PF envolvia a possível venda de testes rápidos para dengue e outras arboviroses ao Ministério da Saúde. Segundo a investigação, a negociação poderia chegar a cerca de R$ 1 bilhão . O contrato teria intermédio de uma importadora com sede em Santana de Parnaíba, em São Paulo.
A proposta também não saiu do papel.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.