China rechaça ameaça de sanções ‘sem fundamento’ dos EUA por cooperação com Irã
A China rechaçou nesta terça-feira (25/08) as ameaças dos Estados Unidos de adotarem medidas contra países que não aderirem às sanções impostas ao Irã. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, reiterou a oposição de Pequim às sanções unilaterais e defendeu a retomada do diálogo para reduzir as tensões.
“A China tem reiteradamente manifestado sua firme oposição a sanções unilaterais ilegais , sem fundamento no direito internacional e não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU”, afirmou Lin Jian, ao ser questionado sobre a adoção de contramedidas por parte de Washington.
O porta-voz chinês criticou a estratégia de pressão econômica contra o Irã e alertou para suas consequências internacionais. “A guerra econômica e as táticas de pressão máxima não ajudarão a resolver o problema; elas apenas intensificarão ainda mais os conflitos, causarão riscos de contágio, perturbarão a ordem econômica e financeira global e prejudicarão os direitos e interesses legítimos de outros países”, afirmou.
“A tarefa urgente é reduzir a tensão e retornar ao caminho do diálogo e da negociação o mais rápido possível”, acrescentou.
Lin Jian também defendeu a legitimidade das relações mantidas entre Pequim e Teerã. “A cooperação entre a China e o Irã sempre foi conduzida dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser interferida ou interrompida”. E acrescentou que “a China está acompanhando de perto os desdobramentos relevantes e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar firmemente seus próprios direitos e interesses”.
China rechaça ameaça de sanções ‘sem fundamento’ dos EUA por cooperação com Irã Agência Xinhua
A reação de Pequim ocorre após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar, nesta segunda-feira (24/08), que nenhum país, incluindo a China, estará fora do alcance das retaliações norte-americanas.
“Queremos deixar claro hoje que ninguém está por acima do alcance das sanções dos Estados Unidos. Se facilitarem transações e fizerem parte do ecossistema que transforma o petróleo iraniano em dinheiro e em repressão, serão alvo”, declarou Bessent, referindo-se, entre outros agentes, a instituições bancárias chinesas.
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