Ataque hacker revela identidade de 70 mil agentes de inteligência marroquinos, diz jornal
Segundo o grupo, embora fontes no Marrocos apontem para a Argélia, a publicação expõe “70.000 agentes de inteligência e segurança marroquinos que viajaram pela Europa realizando as missões de inteligência mais sujas, como espionagem, instalação de dispositivos de escuta e suborno de políticos e empresários”.
Ex-agentes da inteligência marroquina confirmaram ao El Confidencial que alguns nomes vazados, como o diretor de recursos humanos da DGST, o vice-diretor de contraespionagem e o chefe da Unidade de Investigação, são autênticos, embora a lista possa ter sido obtida há algum tempo.
Uma segunda lista, com 1.400 indivíduos, inclui patentes e números de contas bancárias, e os documentos apareceram acompanhados de uma mensagem que atribui a divulgação ao Jabaroot.
🇲🇦Morocco – Jabaroot Claims Breach of Moroccan Intelligence Services, Exposing Data of 70,000 Personnel
The hacktivist group JBT2026 (Jabaroot) claims to have breached Morocco’s General Directorate for Territorial Surveillance (DGST) and General Directorate of… pic.twitter.com/LApzWLphtn
Os hackers atribuem a responsabilidade a Fouad Ali el Himma, principal conselheiro real, e a outro conselheiro cujo nome apenas insinuam, afirmando que eles “planejaram o ataque para colocar a Espanha em uma situação difícil ” e que “tudo aconteceu com o conhecimento de um grande país e de outro estado fictício” — aludindo a EUA e Israel.
A equipe do Jabaroot afirmou que o rei Mohamed VI “não sabia de nada” sobre Ceuta e que Hammouchi, que realizou a operação, “está com medo” e “manobrando, jogando suas últimas cartas” porque “sabe que será o bode expiatório”.
Desde abril do ano passado, o Jabaroot vazou listas que vão de 3.400 funcionários dos palácios reais até dois milhões de pessoas da Previdência Social, além de documentos sobre propriedades de Nasser Bourita, Yassin Mansouri e Mohamed Raji.
Por conta disso, o rei exonerou em setembro o general Mostafa Rabil, que era o responsável pela Direção-Geral de Segurança de Sistemas de Informação, e o substituiu por outro general, Abdellah Boutrig, que até então era o vice-inspetor-chefe de comunicações das Forças Armadas Reais.
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