Sexo na menopausa exige mais tempo, preliminares e momentos de conexão
Muito além dos fogachos e da névoa mental , estima-se que até metade das mulheres na peri e pós-menopausa sofram com sintomas da síndrome geniturinária , como ressecamento vaginal e infecções urinárias de repetição.
O quadro atrapalha desde atividades diárias até a vida sexual da mulher.
E melhorar a qualidade de vida daquelas que estão vivendo os dramas da montanha-russa hormonal dessa fase é a missão da ginecologista, endocrinologista e sexóloga italiana Rossella E.
Nappi, presidente da Sociedade Internacional de Menopausa (IMS, na sigla em inglês).
“ É preciso entender que a sexualidade muda ao longo do tempo — você não joga tênis aos 60 anos da mesma forma que jogava aos 40, mas continua jogando”, compara a médica, também professora da Universidade de Pávia, na Itália, e consultora da farmacêutica Abbott.
Autora de mais de 360 artigos científicos, Nappi especializou-se na saúde sexual da mulher madura e é uma das maiores especialistas no tratamento do climatério em todo o mundo.
Em entrevista à VEJA SAÚDE, a médica explica o que pode ajudar a melhorar o quadro e como a mulher pode recuperar o prazer nesta fase.
Rossella Nappi na abertura do 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado entre 30 de setembro e 3 de outubro, no Rio de Janeiro IMS/Divulgação VEJA SAÚDE: Cerca de metade das mulheres na menopausa podem enfrentar os sintomas da síndrome geniturinária.
Quais são os sinais aos quais elas devem estar atentas e como podem procurar ajuda? Rossella Nappi: Há diversos sintomas, mas o mais importante deles é o ressecamento vaginal .
E ele não atrapalha apenas a relação sexual, mas também atividades diárias, como a prática de esportes ou mesmo o hábito de ficar sentada por muitas horas seguidas.
Continua após a publicidade Isso ocorre, em primeiro lugar, devido à falta de estrogênio , mas também é resultado do processo natural de envelhecimento, no qual perdemos progressivamente colágeno , ácido hialurônico e elastina.
Como consequência, os tecidos se tornam secos, pálidos e são facilmente traumatizados.
Isso também facilita o desenvolvimento de infecções urinárias de repetição .
E isso é crítico, especialmente para mulheres mais velhas, pois leva ao uso recorrente de antibióticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.