A dependência digital não está na tela, mas no lugar que ela passa a ocupar na vida – por Ary Ribeiro e Carlos Cais
Quando falamos sobre dependência digital, é comum que a primeira pergunta seja quantas horas por dia uma pessoa passa diante de uma tela.
Parece um questionamento plausível e objetivo, mas pode levar a uma conclusão equivocada.
Uma pessoa pode passar oito horas por dia diante de um computador porque trabalha ou estuda.
Outra pode passar menos tempo conectada e, ainda assim, apresentar um comportamento que começa a comprometer suas relações, seu trabalho, seus estudos ou sua qualidade de vida.
O que merece atenção, portanto, não é apenas o tempo de exposição.
É o lugar que determinado comportamento passa a ocupar na vida.
As dependências não surgiram com a internet.
Pessoas sempre apresentaram maior vulnerabilidade a determinadas substâncias e comportamentos.
O que mudou foi o ambiente em que essas relações acontecem.
Hoje, boa parte das experiências capazes de oferecer entretenimento, recompensa e interação social está disponível de forma imediata.
Um celular pode concentrar redes sociais, jogos, apostas, vídeos, compras e diversas outras atividades.
Muitas delas podem ser acessadas a qualquer hora, em qualquer lugar, sem as barreiras que existiam no mundo físico.
Isso muda a relação que estabelecemos com esses estímulos.
Ir a um cassino ou shopping exige deslocamento, esforço.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.