Luz mais barata, ‘tesouraço’ nos gastos e burocracia e ‘escola sem doutrinação’: o plano de governo de Flávio
O candidato do PL ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro, divulgará hoje, às 19h, o plano de governo “Para o Brasil vencer o Atraso”. A coluna teve acesso ao documento integral com exclusividade. Com 76 páginas, o texto é dividido em nove grandes eixos: Brasil sem Medo, Brasil por Elas, Brasil sem Fila, Brasil Mais Barato, Brasil que Prepara, Brasil que Prospera, Brasil que Cresce, Brasil que Cumpre a Constituição e Brasil que Não Volta Atrás.
Além dos capítulos Brasil por Elas e Brasil sem Medo, que reúnem medidas de segurança pública já antecipadas pela pré-campanha de Flávio nas últimas semanas – como a castração química para estupradores, a construção de cinco presídios federais e a redução da maioridade penal -, a Jovem Pan também havia antecipado o eixo dedicado à Constituição. O capítulo prevê mudanças no funcionamento das instituições e medidas destinadas a limitar o poder do Supremo Tribunal Federal (STF) (https://jovempan.com.br/colunistas/beatriz-manfredini/plano-de-governo-de-flavio-preve-mudancas-no-stf-e-quarentena-para-ministros/).
O plano apresenta os eixos como uma trajetória que começa na proteção e formação da população e avança para trabalho, iniciativa, crédito, patrimônio e um envelhecimento digno, acompanhada de medidas voltadas ao funcionamento e ao crescimento do país. A ideia central é que o cidadão passe da proteção oferecida pelo Estado para uma condição de maior autonomia.
O documento se define como uma proposta liberal, conservadora e reformista. Defende o que chama de Estado mais eficiente, com redução da burocracia, responsabilidade fiscal, liberdade, propriedade privada, família, democracia e liberdade de expressão. A narrativa central é a de que o Estado não deve criar dependência, mas condições para que o cidadão conquiste autonomia por meio do trabalho, do crédito e da formação de patrimônio.
Nesse desenho, o eixo econômico, no capítulo “Brasil Mais Barato”, por exemplo, promete menos impostos sobre o consumo, redução da conta de luz, medidas para baratear alimentos e crédito com menor impacto sobre o orçamento familiar.
Já no último capítulo, Brasil que Não Volta Atrás, Flavio tenta explicar como pretende dar sustentação fiscal a essa agenda. A proposta parte da premissa de que não basta reduzir impostos ou criar programas se o governo continuar gastando mais do que arrecada. Por isso, Flávio promete um grande “Tesouraço nos gastos públicos”, associado a uma reforma do Estado, combate à corrupção e equilíbrio fiscal. O documento prevê o corte de no mínimo 10 ministérios, além de reduzir cargos comissionados, despesas administrativas, penduricalhos e supersalários na máquina pública.
A lógica do corte de gastos aparece também em outros pontos do programa. No eixo Brasil sem Fila, por exemplo, o texto fala em um grande “Tesouraço da Burocracia”, com integração dos serviços públicos, redução de obstáculos para cidadãos e empreendedores e revisão de normas consideradas obsoletas.
Na educação, o plano combina propostas de ampliação do acesso com uma agenda de maior disciplina e controle sobre o ambiente escolar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.