Líder de esquema de fraude do Detran-DF e Na Hora fugiu de presídio de SP
Um dos presos na 4ª fase da Operação Código Fantasma , apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como líder do núcleo responsável pela instalação de dispositivos MikroTik nas redes internas do Detran-DF e do Na Hora, fugiu de um presídio em São Paulo .
A identidade do suspeito não foi divulgada, bem como dos demais investigados presos.
Ao todo, a PCDF prendeu quatro homens durante a ação .
Durante o cumprimento dos mandados, nesta sexta-feira (28/8), o suspeito também tentou escapar dos policiais civis.
Ele jogou dispositivos eletrônicos no vaso sanitário da residência onde estava para tentar destruir provas.
De acordo com o delegado-chefe da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos ( DRCC ), João Guilherme, o investigado possui mais de 11 indiciamentos por organização criminosa no Distrito Federal , além de registros por roubo de carga e estelionato.
Vídeo da operação: Como funcionava o esquema A investigação da DRCC identificou que criminosos instalavam roteadores MikroTik nas redes internas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e do Na Hora para obter acesso remoto aos sistemas e realizar alterações ilícitas.
Ao menos oito equipamentos foram apreendidos em diferentes unidades de atendimento do Na Hora .
Segundo a polícia, os dispositivos permitiam que o grupo acessasse remotamente os sistemas para promover a desvinculação de débitos, o cancelamento irregular de multas de trânsito, transferências ilegais de veículos e outras transações fraudulentas .
A polícia afirma que pessoas com facilidade de acesso às unidades públicas teriam auxiliado na instalação dos equipamentos.
Até o momento, porém, a investigação não identificou a participação de servidores do Detran-DF no esquema.
Cobrança de 50% do valor Ainda segundo João Guilherme, investigações anteriores apontaram que hackers cobravam cerca de 50% do valor das multas para realizar as alterações ilegais.
Em um exemplo citado pelo delegado, se um veículo acumulava R$ 2 mil em débitos, os criminosos cobravam R$ 1 mil para retirá-los.
De acordo com a polícia, além do prejuízo econômico, as fraudes provocavam impactos sociais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.