A Meta está virando uma empresa de hardware?
Muse Charm, o dispositivo criado para interagir com o agente Muse | Foto: Divulgação Quem acompanha os últimos lançamentos da Meta quase esquece que a companhia de Mark Zuckerberg começou como uma rede social.
Em seu evento anual, que aconteceu nesta semana no Vale do Silício, a dona do Facebook mostrou que está entrando de vez em hardware e apresentou uma nova leva de dispositivos que vão desde óculos de realidade virtual até uma espécie de Tamagotchi para interagir com o agente de IA Muse.
Em comum, os produtos têm a tentativa de transformar a inteligência artificial em algo menos preso à tela do celular e mais presente no cotidiano.
O movimento também ajuda a explicar o papel que o Muse passou a ocupar na estratégia da Meta .
No keynote apresentado na abertura do evento nesta quarta-feira (23), Mark Zuckerberg descreveu o Muse como o “centro” da visão da empresa para os próximos anos.
Vestindo uma camiseta preta com os dizeres “Building is My Love Language”, ele chegou a afirmar que espera que o Muse se torne, nos próximos anos, uma espécie de “superinteligência pessoal” usada por bilhões de pessoas para atingir seus objetivos e melhorar suas vidas — e que a empresa pretende lucrar com isso cobrando uma pequena taxa sobre as transações realizadas pelo agente.
Entre as novidades do Muse anunciadas no evento está um avatar digital em 3D, batizado internamente de Jolly, que poderá ser acionado para conversas por voz em tempo real.
Além disso, foi anunciada a chegada do agente ao Mac, a linha de computadores da Apple, onde o Muse poderá operar aplicativos e executar tarefas sozinho enquanto o usuário está longe do computador.
A Meta também confirmou que o Muse ganhará um endereço de e-mail próprio e uma série de parcerias comerciais com Shopify, Stripe, PayPal, Best Buy, Gap, Sephora, Walmart, Wayfair e Expedia, entre outras, reforçando a aposta da empresa em transformar o agente em uma ferramenta de compras.
Além disso, o Muse passará a rodar diretamente nos óculos inteligentes da marca, ativado por uma palavra de comando, podendo guiar treinos, registrar refeições e agendar compromissos.
Foi também para dar um “corpo físico” ao agente que a Meta revelou o Muse Charm, uma espécie de Tamagotchi de IA.
Trata-se de um pequeno totem do tamanho da palma da mão, com tela própria e sensor de impressão digital, pensado para ser carregado no bolso ou pendurado num chaveiro.
Segundo Zuckerberg, o dispositivo comprime toda a experiência de voz e avatar do Muse em um objeto sempre disponível, sem precisar desbloquear o celular ou abrir um aplicativo.
O gadget ainda não tem data de lançamento definida, mas a empresa promete entregá-lo a tempo do Natal, em dezembro.
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