Governo terá cautela com a Lei de Reciprocidade, diz Durigan sobre EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou nesta sexta-feira (14/8) que o governo Lula terá muita responsabilidade e cautela ao manejar o uso da Lei de Reciprocidade contra o tarifaço de 37,5% imposto pelo governo dos Estados Unidos .
De acordo com ele, o governo deve, em um primeiro momento, ouvir os setores afetados pelas tarifas para medir os impactos que o uso da medida teria.
“O primeiro impacto do processo de reciprocidade é a gente poder colher, em especial do empresariado brasileiro, mas também do empresariado exterior, quais seriam os impactos e as preocupações que eles têm com eventuais medidas de reciprocidade”, afirmou.
Leia também Brasil Durigan nega impacto de PLP dos Combustíveis sobre saúde e educação Brasil Número de contas excluídas de bets chegou a 5 milhões, diz Durigan Grande Angular Celina critica “falas políticas” após declaração de Durigan sobre BRB Distrito Federal BRB: Dario Durigan diz que acusação do GDF de inércia é “descabida” Nessa quinta-feira (13/8), o governo brasileiro deu início a um processo para avaliar a adoção de medidas de reciprocidade contra as tarifas impostas pelos EUA .
Com isso, o Brasil solicitou a abertura de consultas diplomáticas com o governo norte-americano.
“O governo brasileiro informa que deu início à análise de pleito ordinário de enquadramento, sob a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), das medidas unilaterais adotadas pelo governo dos Estados Unidos da América no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio daquele país.
Nesta data, 13/8/2026, seguindo o rito previsto no Decreto nº 12.551, de 2025, a Secretaria-Executiva da Camex compartilhou o pleito com os demais membros do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex)”, informou em nota.
A abertura do processo, no entanto, não representa a aplicação imediata de novas tarifas pelo Brasil.
Nesta primeira etapa, o governo pretende realizar consultas com Washington para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das medidas norte-americanas e das eventuais contramedidas previstas na legislação brasileira.
A legislação foi aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional e prevê ações que o Brasil pode tomar caso um país parceiro opte por medidas que prejudiquem as exportações brasileiras sem uma justificativa plausível.
Veja o passo a passo Encaminhamento do pleito: o processo começa com um pedido por escrito enviado à Secretaria-Executiva da Camex.
Esse documento deve identificar as medidas estrangeiras prejudiciais, os setores brasileiros afetados e uma estimativa do impacto econômico causado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.