OMS declara Uganda livre de Ebola, mas casos avançam na RD Congo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim do surto de Ebola em Uganda após 42 dias sem novas transmissões, segundo a Al Jazeera.
Uganda registrou 20 infecções e duas mortes durante o surto, cujo último caso confirmado ocorreu em 21 de junho. O último paciente deixou o Centro Nacional de Isolamento Mulago em 16 de julho, e o Ministério da Saúde declarou o fim local da emergência em 28 de julho.
A secretária permanente do Ministério da Saúde, Diana Atwine, pediu a retirada das restrições de viagem impostas a Uganda durante o surto. ?A menos que tenham outros motivos, eles devem definitivamente retirar as restrições ao país, e os ugandenses devem ser livres para viajar para qualquer país?, disse.
Na República Democrática do Congo, o número de casos confirmados chegou a 5.656 até 25 de agosto. O total representa aumento de 72 infecções em relação ao boletim divulgado no dia anterior.
A epidemia no país já causou 2.715 mortes, de acordo com dados do governo citados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. A província de Ituri, no nordeste do país, concentra mais de 4.700 pessoas infectadas.
Uganda informou que vai abrir mais dois centros de tratamento de Ebola no Congo, elevando o total a quatro unidades. O país também apoia estruturas de tratamento e laboratórios nas cidades congolesas de Aru e Kasenyi, em Ituri.
Autoridades ugandenses e congolesas se reuniram em Kampala na segunda-feira para revisar um acordo bilateral sobre segurança sanitária na fronteira. Kenneth Akiiri, subsecretário do Ministério da Saúde de Uganda, pediu à OMS e aos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças mais recursos para combater o vírus.
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