Justiça italiana remarca audiência de extradição de Zambelli
A Justiça italiana adiou para 24 de novembro a audiência que analisaria o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil.
O processo está relacionado à condenação dela pelo Supremo Tribunal Federal a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no caso em que perseguiu um jornalista com uma arma em São Paulo, na véspera do 2º turno das eleições de 2022.
O adiamento foi divulgado nesta 3ª feira (27.out.2026) pelo escritório de advocacia de Eduardo Maurício , que publicou informações sobre a audiência.
Segundo o relato, a defesa pediu mais tempo para analisar documentos enviados pelas autoridades brasileiras sobre as condições de detenção e a assistência médica que Zambelli receberia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A sessão foi encerrada cerca de 20 minutos depois do início pela juíza Cristina Capranica, presidente da 1ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma.
A nova audiência foi marcada para 24 de novembro.
O Ministério Público italiano considerou que os documentos enviados pelo Brasil respondiam às questões levantadas pela Justiça.
Enrico Giarda, advogado da AGU (Advocacia Geral da União) que representa o país no processo, informou que os dados solicitados foram fornecidos por via diplomática.
Já a defesa apresentou novos documentos sobre o estado de saúde da ex-deputada e pediu prazo para examinar o material enviado pelo Brasil.
AUSÊNCIA NA AUDIÊNCIA Zambelli não compareceu à sessão.
Segundo informações publicadas pelo escritório de Eduardo Maurício, Pieremilio Sammarco, um dos advogados da ex-deputada, disse que a aconselhou a não ir ao tribunal para evitar “um possível mal-estar” .
A presença dela não era obrigatória.
HISTÓRICO DO PROCESSO Em julho, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava a extradição de Carla Zambelli e determinou uma nova análise do pedido.
Os magistrados rejeitaram a alegação de perseguição política apresentada pela defesa, mas solicitaram informações adicionais sobre as condições de saúde e a assistência médica que a ex-deputada receberia no sistema prisional brasileiro.
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