Cleitinho chega à véspera do prazo sem registro após idas e vindas em Minas
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) chega à reta final do prazo para registro de candidaturas ainda cercado pelo mesmo elemento que marcou sua pré-campanha nas últimas semanas: a incerteza.
Até a manhã desta sexta-feira (14), o senador ainda não aparecia no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como candidato ao governo de Minas Gerais.
O prazo para que partidos, federações e coligações formalizem os registros termina às 19h deste sábado (15).
O atraso, por si só, não significa nova desistência.
Mas chama atenção porque ocorre depois de uma sequência de recuos, negociações internas e mudanças de posição que transformaram a candidatura de Cleitinho em uma das principais novelas da eleição mineira.
Da desistência à volta O primeiro movimento ocorreu quando o senador anunciou que não disputaria o Palácio Tiradentes.
A decisão surpreendeu aliados porque Cleitinho liderava os principais levantamentos de intenção de voto no Estado.
Pouco depois, ele procurou o Republicanos para tentar reverter a saída e voltar à disputa.
O pedido encontrou resistência dentro da direção partidária e chegou a ser rejeitado inicialmente.
Leia também Flávio Bolsonaro registra candidatura a presidente e declara R$ 8,1 milhões em bens Seu patrimônio é 4,7 vezes maior do que o declarado quando concorreu ao Senado em 2018 Durante esse intervalo, aliados trabalharam para convencê-lo a permanecer na eleição, enquanto outros partidos passaram a reorganizar suas próprias estratégias diante da possibilidade de o líder das pesquisas ficar fora da corrida.
A pressão terminou com uma nova mudança.
O Republicanos reviu a posição e confirmou Cleitinho como candidato ao governo mineiro.
Indefinição mexeu com os adversários As dúvidas em torno da candidatura tiveram efeitos além do Republicanos.
O PL, que durante parte da pré-campanha avaliou uma composição em torno de Cleitinho, decidiu seguir com candidatura própria e lançou Flávio Roscoe.
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