FIIs populares caem até 47% em 2026; oportunidade para comprar barato ou armadilha?
Alguns dos fundos imobiliários mais populares entre os investidores enfrentam fortes desvalorizações em 2026.
Entre os FIIs com mais de 30 mil cotistas , há casos de quedas superiores a 40%, enquanto outros recuam mais de 20% no ano, segundo levantamento da Economática com o InfoMoney.
Na lista aparecem nomes com bases expressivas de investidores, como TGAR11 (TG Ativo Real) com 127,1 mil cotistas e queda de 47,03% no ano; HCTR11 (Hectare CE), com 118,1 mil investidores e baixa de 29,23%; e DEVA11 (Devant Recebíveis Imobiliários), que reúne 71,6 mil cotistas e recua 25,79%.
Também estão entre os destaques negativos TORD11 (-47,59%) , URPR11 (-43,69%) e MFII11 (-41,39%) .
FII Queda em 2026 Cotistas TORD11 -47,59% 46.674 TGAR11 -47,03% 127.101 URPR11 -43,69% 53.862 MFII11 -41,39% 31.165 HCTR11 -29,23% 118.112 DEVA11 -25,79% 71.564 VGHF11 -23,43% 358.491 BBIG11 -21,82% 37.182 TRXF11 -17,72% 351.702 TRBL11 -16,93% 40.285 Fonte: Economática – dados obtidos até 22 de setembro Outros fundos populares também aparecem entre os maiores recuos: VGHF11 (Valora Hedge Fund), com 358,5 mil cotistas, acumula queda de 23,43%; BBIG11 (BB Premium Malls), com 37,2 mil investidores, cai 21,82%; TRXF11 (TRX Real Estate), que possui 351,7 mil cotistas, recua 17,72%; enquanto TRBL11 (Tellus Rio Bravo Renda Logistica), com 40,3 mil investidores, registra baixa de 16,93%.
A concentração de tantos fundos conhecidos entre as maiores quedas chama atenção justamente pelo tamanho de suas bases de investidores.
Mas, apesar de aparecerem lado a lado no ranking, os fundos possuem estratégias e estruturas de carteira bastante diferentes — e os motivos por trás das desvalorizações também não são os mesmos.
Para Olivia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, esse é justamente o principal cuidado que o investidor deve ter ao olhar para uma tela de maiores quedas.
Segundo ela, há fundos de desenvolvimento, estruturas multiestratégia e fundos predominantemente de crédito, com riscos que passam por execução, liquidez, recebíveis, carência e inadimplência.
Leia Mais: “Vai virar ativo previdenciário”: Analista prevê FIIs superando ações em investidores Desconto de 50% não significa a mesma coisa para todos os FIIs Segundo a especialista, entre os riscos estão execução de projetos, baixa liquidez, deterioração de recebíveis, carência e inadimplência .
Por isso, o tamanho do desconto em relação ao patrimônio líquido não seria suficiente para determinar se uma cota tem potencial de recuperação.
“O P/VP não mede oportunidade.
Ele mede a distância entre aquilo que o fundo reconhece como patrimônio e aquilo que o mercado aceita pagar hoje”, afirma Olivia.
Para ela, a questão central é verificar quanto desse patrimônio pode efetivamente se transformar em caixa para o cotista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.