Ação e reação: qual o real efeito das canetas emagrecedoras nas coleções de moda?
A moda sempre correu atrás do corpo.
Agora, porém, esse movimento se intensificou graças à popularização dos medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que começam a produzir um efeito curioso no varejo em que consumidores que emagrecem estão trocando de numeração e renovando o guarda-roupa .
Para as marcas, isso significa rever uma das contas mais básicas do negócio: quantas peças de cada tamanho colocar na arara.
Uma pesquisa da PwC nos Estados Unidos mostra a dimensão da mudança.
Entre usuários de GLP-1, 73% afirmam ter passado por uma alteração significativa no tamanho das roupas e 26% dizem estar gastando mais com vestuário.
Jeans femininos tiveram aumento de 66,1% nas compras, enquanto roupas de banho avançaram 31,1% e vestidos, 22,1%.
A Circana encontrou resultado semelhante: 80% dos usuários pesquisados esperam precisar de roupas novas por causa da mudança corporal e 55% já compraram roupas ou calçados por esse motivo.
A consultoria batizou o fenômeno de “Body Transformation Economy”.
E o impacto, claro, chegou ao planejamento das coleções.
Uma pesquisa da Coresight Research aponta que cerca de 70% dos usuários de GLP-1 nos Estados Unidos diminuíram pelo menos um tamanho de roupa desde o início do tratamento; e mais de quatro em cada dez reduziram dois tamanhos ou mais.
Mudanças de grade Continua após a publicidade A Lululemon foi uma das marcas a perceber o movimento.
Em 2024, seu CEO, Calvin McDonald, reconheceu que a empresa havia perdido oportunidades no segmento feminino por falta de estoque em algumas numerações menores.
A companhia passou a reforçar a disponibilidade desses tamanhos.
Na Rent the Runway, o fenômeno é ainda mais sensível.
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