Minha Carreira Brilhante: jovem rebelde troca casamento por liberdade em série da Netflix
Miles Franklin escreveu esse livro com a mesma idade da protagonista.
Mais de cem anos depois, a Netflix transformou Minha Carreira Brilhante em série, e você não vai conseguir parar de pensar nela.
Um drama de época australiano, 6 episódios, com cara de descoberta e sem fórmula pronta.
Do que se trata Minha Carreira Brilhante A série acompanha Sybylla Melvyn, uma jovem que se muda para a propriedade rural da avó rica, no interior da Austrália de 1901.
A família tem um plano claro para ela: casar bem.
Sybylla tem outro, bem menos convencional: virar escritora e sustentar a própria vida com a própria pena.
No meio do caminho aparece Harry Beecham, e o que era só um dilema entre ambição e tradição vira também um dilema do coração: ficar com um pé em cada mundo ou escolher um deles de vez.
Por que recomendamos? O que irá te fisgar aqui não será a sinopse, mas a origem da história.
Minha Carreira Brilhante não é um roteiro original pensado para streaming: é a adaptação de um romance australiano de 1901, escrito por Miles Franklin, uma autora que tinha praticamente a mesma idade da protagonista quando publicou o livro.
Isso já rendeu um clássico do cinema em 1979, com Judy Davis, e agora ganha uma releitura pensada para a série, com 6 episódios, assinada pela roteirista Liz Doran (de Please Like Me).
E é uma produção genuinamente australiana, não uma versão “internacionalizada” para agradar: filmada em Penola e nos Adelaide Studios, no sul do país, com investimento de cerca de A$ 17 milhões, a maior produção televisiva já feita no estado da Austrália do Sul.
Isso se sente: paisagem, sotaque, textura de época, tudo com uma especificidade que costuma se perder em produções pensadas para o mercado americano.
Gosto especialmente disso; prefiro histórias que carregam o lugar de onde vêm a fórmulas genéricas de drama de época.
Quem vai gostar Recomendo para quem gosta de dramas de época com espinha dorsal feminista, no espírito de heroínas que se recusam a caber no papel que a sociedade reserva para elas, e para quem tem carinho por ficção australiana, um cinema e uma TV que raramente chegam ao Brasil com o mesmo alcance de produções americanas ou britânicas.
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