Ainda sem detalhes, 'Dia D econômico' de Trump contra Irã fica apenas na ameaça
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"O Tesouro mapeou todo o nó, todo o facilitador, e toda rede que o Irã tem usado para contrabandear petróleo e evadir sanções", afirmou Bessent. "Ninguém deveria testar nossa determinação."
Diferentemente do Dia D da Segunda Guerra Mundial ao qual faz referência, a operação econômica não foi secreta, mas amplamente antecipada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira (19).
E, ao menos por enquanto, é mais uma ameaça do que uma operação de guerra. A iniciativa tenta marcar um ponto de inflexão em um conflito que, apesar das previsões da Casa Branca de que demoraria apenas algumas semanas , já se arrasta há seis meses .
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Bessent afirmou apenas que Trump está em contato com uma série de países, que não nomeou, e que haverá resultados concretos a apresentar, mas não deu detalhes. O secretário se recusou a estabelecer um prazo para o teste de lealdade anunciado.
O site do Tesouro divulgou o decreto que sinaliza os principais setores afetados pelas sanções, incluindo os iranianos de aviação, ativos digitais, ouro, transporte marítimo e tecnologia, além da indústria petroquímica. Empresas que fizerem negócios com esses setores também poderão ser alvo das chamadas sanções secundárias.
A China é um dos principais compradores de petróleo iraniano, mas instituições financeiras chinesas, que facilitariam o comércio de óleo persa, ainda não foram alvo de sanções.
Perguntado sobre o assunto, Bessent não descartou que isso pudesse ocorrer, embora haja receio na Casa Branca de retaliação a instituições americanas nesse caso. Eventuais sanções a bancos chineses podem também dificultar negociações relativas a tarifas e comércio de setores estratégicos, como o de minerais críticos.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sanções e táticas de pressão não ajudam e que Pequim faria o que fosse necessário para proteger seus interesses.
O Irã desafiou nesta segunda-feira a ameaça americana e fez sua versão de alerta ao resto do mundo ao dizer que países que aderirem à campanha de Washington poderão sofrer consequências.
Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi afirmou que "a narrativa não faz sentido". "Vocês dizem que o poder militar do Irã foi ‘desmantelado’, que 100% de suas fábricas militares foram ‘destruídas’ e que seu programa nuclear foi ‘enterrado’", afirmou.
No entanto, acrescentou, a ação contra o Irã exige a mobilização de "todas as instituições e poderes" de Washington. "Isso é uma vitória ou o reconhecimento da derrota dos EUA?."
Próximo de Trump e um dos interlocutores principais da Casa Branca na Ásia, o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, esteve em Teerã nesta segunda-feira, de acordo com a mídia estatal iraniana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.