Debaixo de uma cidade da Turquia foi escavado um complexo subterrâneo com vários níveis, corredores estreitos, depósitos, poços e espaços capazes de abrigar milhares de pessoas sem que ninguém saiba exatamente quando toda a estrutura começou a ser ampliada
Túneis, ventilação, depósitos e enormes portas de pedra transformaram o complexo da Capadócia em um refúgio subterrâneo para milhares de pessoas
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Sob a Capadócia, na região central da Turquia, existe uma rede de salas, passagens e estruturas defensivas escavadas diretamente em rocha vulcânica. Derinkuyu possui pelo menos oito níveis conhecidos em sua parte mais documentada e foi transformada ao longo dos séculos em um enorme refúgio subterrâneo, mas ainda não existe consenso sobre quando começaram as primeiras escavações nem quem realizou todas as ampliações.
A Capadócia possui extensos depósitos de tufo, uma rocha formada por materiais vulcânicos consolidados. Ela pode ser escavada com relativa facilidade quando comparada a rochas muito mais duras, mas permanece suficientemente resistente para permitir a abertura de ambientes, corredores, igrejas e depósitos sem que tudo precise ser sustentado por estruturas artificiais.
Essa característica geológica permitiu que diferentes comunidades modificassem o complexo progressivamente. Em vez de uma cidade construída de uma só vez segundo um projeto único, Derinkuyu provavelmente cresceu por etapas, com espaços sendo aprofundados, conectados e adaptados conforme novas necessidades surgiam.
A descrição apresentada pela UNESCO para o complexo menciona uma cidade subterrânea com oito níveis, incluindo áreas de moradia, armazenamento, produção de vinho e espaços religiosos. Algumas estimativas modernas afirmam que o local poderia abrigar até 20 mil pessoas, mas esse número deve ser tratado como uma capacidade estimada, e não como uma população permanente comprovada arqueologicamente.
Este vídeo em português percorre diretamente Derinkuyu e mostra seus túneis, ambientes internos, portas de pedra e diferentes níveis, permitindo compreender melhor a escala do complexo subterrâneo.
Um dos elementos mais impressionantes é um grande eixo vertical com cerca de 65 metros, associado tanto ao abastecimento de água quanto à circulação de ar entre os níveis. Diversas passagens verticais complementavam a ventilação, essencial em um ambiente onde muitas pessoas poderiam permanecer por períodos prolongados.
A distribuição dos ambientes também favorecia o uso prolongado. Depósitos permitiam conservar alimentos, enquanto áreas destinadas a animais e produção de alimentos ficavam em níveis superiores. A estrutura não era confortável segundo padrões modernos, mas oferecia recursos essenciais para pessoas que precisassem permanecer escondidas por determinado período.
Os acessos estreitos dificultavam que grupos numerosos avançassem rapidamente. Em pontos estratégicos havia enormes portas circulares de pedra que podiam ser roladas lateralmente até bloquear completamente os corredores, criando barreiras difíceis de deslocar pelo lado de fora.
Algumas dessas pedras chegavam a aproximadamente uma tonelada. A própria geometria dos corredores tornava o sistema eficiente: poucos defensores poderiam controlar pontos estreitos, enquanto invasores teriam dificuldade para movimentar-se em grupo.
Essa é uma das perguntas que continuam abertas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.