Quase mil casas de dois andares continuam vazias nesta encosta da Turquia depois que uma troca de populações fez uma comunidade inteira deixar o vilarejo
Antiga Levissi, a cidade fantasma guarda igrejas e ruas preservadas após o acordo de troca populacional entre gregos e turcos na década de 1920.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Conhecido como o vilarejo de Kayaköy , este assentamento abriga centenas de ruínas históricas que resistem ao tempo. As antigas estruturas de pedra permanecem intactas como um retrato arquitetônico das mudanças demográficas ocorridas no território da Anatólia.
O abandono da antiga região de Levissi aconteceu devido a um tratado oficial assinado pelas lideranças políticas da época. Durante a década de 1920, milhares de residentes greco-ortodoxos precisaram migrar para a Grécia , enquanto muçulmanos fizeram o trajeto inverso em direção à Turquia .
Esse movimento forçado de populações visava homogeneizar os territórios após intensos conflitos regionais. A medida governamental transformou a próspera comunidade comercial em um ambiente desabitado, pois os novos ocupantes não se adaptaram ao terreno íngreme e acabaram migrando para outras planícies próximas.
Na tabela abaixo, veja um resumo comparativo dos principais dados demográficos e estruturais da época:
As casas foram projetadas estrategicamente na encosta montanhosa para garantir que nenhuma residência bloqueasse a luz solar ou a visão das propriedades vizinhas. O planejamento urbano focava na preservação das áreas planas e férteis do vale para a produção agrícola contínua.
Quase mil residências pontilham a paisagem árida, construídas predominantemente com pedras locais e detalhes pontuais em madeira. As estruturas possuíam sistemas próprios de captação de água pluvial através de calhas conectadas a cisternas subterrâneas.
A seguir, os principais pontos que ajudam a entender a composição estrutural das ruínas:
A repatriação forçada baseou-se em critérios estritamente religiosos, independentemente da língua materna falada pelos habitantes. A regulamentação desse fluxo ocorreu a partir da convenção de Lausanne , que formalizou a realocação compulsória das minorias para evitar novas instabilidades diplomáticas.
Documentos da época indicam que o pacto resultou na transferência de mais de um milhão de indivíduos. De acordo com pesquisas antropológicas arquivadas pela Universidade de Oxford , o evento histórico estabeleceu precedentes complexos para a gestão de fronteiras na Europa moderna.
A exposição prolongada aos elementos naturais nas encostas rochosas acelerou o desgaste das construções abandonadas. A ausência de telhados de madeira deixou as paredes de calcário vulneráveis à erosão constante causada pelas fortes chuvas de inverno durante quase um século completo.
Além disso, o impacto de terremotos esporádicos contribuiu para o colapso de algumas fachadas originais. A vegetação nativa também avançou rapidamente sobre os pisos internos, integrando a arquitetura residual ao ecossistema e criando a estética visual rústica observada atualmente pelos visitantes.
O Governo da Turquia reconheceu o valor histórico das ruínas, transformando o espaço em um museu ao ar livre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.