quarta-feira, 12 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
Últimas
Geral

O preço da guerra no Oriente Médio para as cadeias de energia, transportes, medicamentos e fertilizantes

Terra ·
O preço da guerra no Oriente Médio para as cadeias de energia, transportes, medicamentos e fertilizantes

Os últimos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã recolocaram no centro do debate uma questão de amplo alcance e muitas consequências: de que modo um conflito regional pode afetar simultaneamente as cadeias globais de energia, transporte, derivados de petróleo, medicamentos e fertilizantes?

A segurança dessas cadeias de suprimentos é um componente importante da estratégia econômica e geopolítica global. A interrupção de rotas estratégicas, a alta dos custos logísticos, o aumento do custo dos seguros e a volatilidade do petróleo estão produzindo efeitos em cascata que atingem diferentes setores da economia mundial.

Os efeitos desse cenário podem ser percebidos em três indicadores: o preço do petróleo, o fluxo de embarcações e o custo dos seguros marítimos. Recentemente, por exemplo, a Lloyd's, de Londres, maior praça seguradora do mundo, cobriu os riscos de uma única travessia do Estreito de Hormuz por um superpetroleiro com uma apólice superior a US$ 10 milhões . A alta do petróleo e sua volatilidade criam um ambiente de insegurança danoso ao mundo negocial.

O Estreito de Hormuz é um dos corredores marítimos mais estratégicos do mundo para o transporte de petróleo. As atuais interrupções nessa rota afetam o abastecimento de energia e desencadeiam impactos em cascata sobre cadeias globais de suprimentos.

Ao mesmo tempo, no ponto oposto a Hormuz, os Houthis mantêm ataques no Estreito de Bab-el-Mandeb, principal acesso ao Mar Vermelho.

Após bombardeios recentes ao porto de Damieta, no Egito, próximo à entrada do Canal de Suez (rota marítima mais curta entre Europa e Ásia), a região também passou a representar uma área de risco. Com isso, deixou de ser uma alternativa segura para a Arábia Saudita exportar petróleo pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, tanto é que o tráfego de navios em algumas dessas rotas teve redução de até 95%.

Paralelamente, o Canal do Panamá registra aumento de travessias, operando próximo da capacidade máxima. Entretanto, a seca provocada pelo fenômeno El Niño obrigou a restringir a tonelagem das embarcações e criou dificuldades adicionais para os superpetroleiros.

O aumento da demanda também ampliou as filas de espera, transformando travessias de cerca de dez horas em viagens que podem superar dez dias, elevando o custo do frete. Para o Brasil, isso tem impacto direto sobre o agronegócio.

Ler a notícia completa no Terra ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

Mais de Terra

Ver tudo ›

Mais em Geral

Ver tudo ›