Waack: Alcolumbre é a mais nova esperança de Lula
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou hoje para andar duas matérias caras para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a taxa das blusinhas e o fim da escala 6×1.
A campanha do presidente acha que são essenciais para ele ganhar a eleição, pois prometem em conjunto coisinhas importadas mais baratas.
Quem não gosta? Mesmo que isso custe ao fisco, embora fosse para aumentar a receita que se tinha decidido taxar as tais blusinhas, e prometem aos trabalhadores mais folga, sem perda diminuição de salário.
Quem não gosta? Leia Mais Análise: Senado testa articulação de Lula por pacote eleitoral Alcolumbre prevê rito sem pressa para fim da 6x1 Governo espera que "gesto" de Lula por encontro com Alcolumbre destrave 6x1 Mesmo que isso cause estrago nas relações de trabalho, pois especialistas dizem que diminuir carga horária é uma coisa, escrever na Constituição qual o tipo de escala para essa carga é outra – simplesmente não faz sentido numa economia moderna.
A decisão de Alcolumbre em ajudar Lula – com quem andava brigando – começou por uma costura do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.
Os três sofrem de uma considerável vulnerabilidade política.
São as investigações da Polícia Federal em várias frentes com o potencial de torpedear a permanência de cada um dos três onde hoje se encontram.
Porém, como acontece na política, não interessam quais sejam os possíveis motivos, por mais plausíveis que possam parecer.
O que interessa é a convergência de interesses , e os fatos que essa convergência cria.
O comando do Congresso e ala relevante do STF enxergam hoje em Lula uma esperança: a de que as coisas continuem como estão.
É uma aposta ambiciosa.
E de risco.
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