Douglas Ruas muda tom, ataca esquerda, ‘galera dos direitos humanos’ e critica Lula
O candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), participou nesta terça-feira de uma entrevista ao canal Cláudio Dantas, no YouTube.
O programa, com forte presença de nomes do bolsonarismo, concentrou as perguntas em segurança pública, entre elas as propostas do candidato para combater o crime organizado no estado.
Durante a entrevista, Ruas adotou um tom mais polêmico, chamando criminosos de “vagabundos” e criticando a “galera dos direitos humanos” e o “pessoal da esquerda”.
O discurso destoa do tom adotado pelo candidato em caminhadas e carreatas desde o início da campanha, em 16 de agosto Ruas também criticou a ADPF 635, que criou regras para a realização de operações policiais no Rio, afirmando que ela é a causa da criminalidade atual no estado.
Em particular, responsabilizou o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que ajuizou a ADPF.
Candidatos a governador do Rio de Janeiro em 2026: veja nomes, números e biografias — Um partido político, que é o PSB, sabe-se lá para quem eles trabalham, foi lá no Supremo Tribunal Federal, apresentou uma petição e disse que existe um estado de coisas inconstitucionais com a presença da polícia nas comunidades. […] Essa ADPF 635 fez com que o estado do Rio de Janeiro se tornasse resort para vagabundo de tudo o que é canto do nosso país — afirmou.
O candidato aproveitou a ocasião para tecer críticas ao presidente Lula (PT), principal adversário de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência da República.
Leia também Sob gestão de Couto, RJ já exonerou 6,1 mil cargos comissionados, diz portal Maioria dos exonerados sequer tinha acesso ao sistema do governo; a projeção é de uma economia de R$ 221 milhões até dezembro de 2026 — O que se esperar desse governo.
Temos um presidente da República que diz que o traficante é vítima do usuário e que o marginal rouba um celular para tomar uma cervejinha.
O que a gente vai esperar de políticas? — questionou.
Já em relação a Paes (PSD), seu oponente ao governo, ele o descreveu como “soldado do Lula”: — Eu já estou avisando na campanha logo o que eu vou fazer, para depois ninguém chegar para mim e dizer: “Você vai aumentar a letalidade violenta”.
Eu avisei antes.
É minha proposta de governo.
Se quiserem um governo que não enfrente o crime organizado, podem ficar com meu adversário, que é o soldado do Lula aqui no Rio de Janeiro.
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