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Quem é Nidal Hasan, militar que Trump autorizou executar por fuzilamento

UOL Notícias ·
Quem é Nidal Hasan, militar que Trump autorizou executar por fuzilamento

Nidal Malik Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército dos EUA, teve a execução por pelotão de fuzilamento autorizada pelo presidente Donald Trump . O Pentágono diz que o público poderá acompanhar a morte, prevista para 3 de dezembro.

Nidal Malik Hasan era major do Exército dos Estados Unidos e atuava como psiquiatra militar. Ele trabalhava e estudava na área de psiquiatria e, antes do ataque, havia passado por formação em Maryland, segundo relatos de militares e professores ouvidos à época.

Em 5 de novembro de 2009, Hasan matou 13 pessoas e deixou dezenas de feridos na base de Fort Hood, no Texas. Doze dos mortos e trinta dos feridos eram militares, e o ataque ocorreu em um centro de preparação de soldados, onde ele entrou armado e atirou contra pessoas no prédio e em fuga.

O ataque terminou após troca de tiros com policiais, e Hasan ficou paralisado da cintura para baixo. Ele foi atingido no peito e passou a usar cadeira de rodas depois de ser baleado durante a ação que encerrou o tiroteio.

O militar foi acusado e condenado por homicídios e tentativas de homicídio premeditados em corte marcial. Em 2013, um júri militar o considerou culpado de 45 acusações e o sentenciou à morte, determinando também sua expulsão do Exército e a perda de pagamentos e benefícios militares.

Hasan admitiu no julgamento que era o autor dos disparos e abriu mão de apresentar uma defesa tradicional. Ele decidiu se representar, não chamou testemunhas e não fez alegações finais, limitando-se a reconhecer a autoria dos tiros.

Antes do ataque, supervisores e professores relataram preocupação com a religiosidade e o comportamento descrito como "estranho" de Hasan. Um militar disse, sob anonimato, que ele era visto como estudante medíocre e, em discussões sobre o islã, podia ficar agressivo e defensivo, embora não houvesse indícios de que fosse violento.

O Exército avaliou que Hasan não apresentava sinais de problemas mentais que previssem violência, mas havia dúvidas sobre sua permanência na força. Seus superiores chegaram a orientá-lo a assistir aulas sobre islã, Oriente Médio e terrorismo, e ele produziu trabalhos sobre conflitos religiosos vividos por soldados muçulmanos.

Uma investigação liderada pelo FBI identificou contatos de Hasan com um clérigo muçulmano radical, mas concluiu que ele não tinha ligações com terrorismo. A informação não foi reportada na época, e o Pentágono também disse não ter encontrado evidências de que ele tenha tentado formalmente deixar o serviço por objeção de consciência.

Ontem, o Pentágono informou que a execução será transmitida ao vivo em 3 de dezembro. O secretário de Defesa disse ao canal Real America's Voice que a morte poderia ser acompanhada pelo público: "Ele será executado por um pelotão de fuzilamento, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam testemunhar isso, que seja público", afirmou.

O Departamento de Defesa ainda não detalhou onde e como a transmissão será feita.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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