Caiado diz que reajuste do Bolsa Família é 'comprar voto'
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, em entrevista à "Gazeta do Povo" Reprodução O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, associou o reajuste do Bolsa Família, anunciado nessa quinta-feira (17) pelo governo Lula, a uma tentativa de "comprar voto por R$ 90".
O presidente Lula, que tenta a reeleição, aumentou o benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
"À véspera de uma eleição, você vê uma atitude populista como essa aí, de querer dizer: 'Agora eu vou aumentar R$ 91 no Bolsa Família.' Isso é brincar com a inteligência do brasileiro, desrespeitar a inteligência do brasileiro e achar que o cidadão, a 16 dias, pode mudar e comprar o voto por mais R$ 90." Caiado fez as declarações em entrevista em vídeo transmitida pela "Gazeta do Povo", nesta sexta-feira (18).
Em uma série de perguntas de resposta rápida, o candidato classificou Lula(PT) como "ladrão do futuro brasileiro".
Sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse: "Conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar." Bolsonaro e Lula reajustaram benefícios em ano eleitoral; compare Nessa mesma série, Caiado foi questionado sobre os dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que protagonizam a crise na Corte: André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, e Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer (MDB).
Em relação a Mendonça, que foi relator do caso Master, o candidato disse: "Resistindo, mas está de uma certa maneira isolada.
Mas tem os cumprimentos hoje da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar." Sobre Moraes, que está sob suspeita de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Caiado afirmou: "Já passou o momento de poder saber que seu comportamento não é compatível com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal." O candidato disse ser a favor do impeachment de ministros do STF, de "todos que tiverem motivos para serem impeachmados".
Caiado classificou ainda os atos golpistas de 8 de janeiro, que depredaram e ocuparam as sedes dos Três Poderes em Brasília em 2023, como "uma baderna".
O candidato defende a anistia aos condenados pela tentativa de golpe, entre os quais está Jair Bolsonaro.
Em setembro de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.