Seguranças envolvidos em morte por espancamento em Copacabana serão investigados por exercício ilegal da profissão
‘Gostou de matar meu irmão?’: parente confronta segurança preso por morte de ciclista em C A Polícia Civil vai investigar se os dois seguranças identificados por envolvimento com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana, também praticaram exercício ilegal da profissão.
Segundo o delegado titular da 12ª DP (Copacabana) Ângelo Lages , os dois atuavam de forma clandestina, já que uma lei federal autoriza a atuação de empresas de segurança privada apenas dentro de estabelecimentos e prédios.
“Ali sequer existia empresa privada, eles estavam de forma clandestina prestando serviço para o comércio”, diz ele.
O delegado explicou pelas quais responsabilidades civis e criminais podem responder os comerciantes e moradores que pagavam esses seguranças: “Os comerciantes ali que pagavam a segurança, eles podem ser responsabilizados na esfera administrativa, por exemplo, perda do alvará de funcionamento.” Na esfera civil, danos causados pela atuação dos seguranças podem gerar responsabilidade para o estabelecimento que os contratou: “Por exemplo, a família pode pedir uma indenização à empresa que contratou o serviço de segurança", diz o delegado.
Na esfera penal, segundo ele, pode haver responsabilização caso fique comprovado que, de alguma forma, o dono ou algum funcionário do estabelecimento contribuiu para o crime.
“Se a gente provar que de alguma forma alguém concorreu para o crime do estabelecimento, ele também pode ser indiciado pelo crime de homicídio", acrescentou.
Prisões Nesta quinta-feira, dois dos seguranças envolvidos na morte do ciclista que foi espancado em Copacabana foram presos.
Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, se apresentou na delegacia por volta de 12h50 e foi confrontado pela irmã de Cláudio Rafael Landeiro: “Gostou de matar meu irmão? Gostou de matar meu irmão?”, repetiu ela.
O segurança não respondeu e entrou na delegacia.
O delegado titular Ângelo Lages confirmou que um mandado de prisão temporário foi cumprido contra o homem, mas que ele não participou diretamente nas agressões.
“Ele teve uma participação acessória no crime.
Vai ser cumprido o mandado de prisão contra ele", afirmou o delegado ao g1.
Segundo as investigações, o segurança não chegou a agredir, mas esteve presente ao segurar a bicicleta da vítima e segurou o porrete que foi usado nas agressões.
Em depoimento, Jorge disse que alertou para que Davi não cometesse as agressões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.