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Presidente de rede de hospitais e plano de saúde é acusado de crime sexual

UOL Notícias ·
Presidente de rede de hospitais e plano de saúde é acusado de crime sexual

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O presidente do grupo Trasmontano Saúde , Fernando José Moredo, 85, é alvo de acusações de funcionárias que descrevem crimes sexuais. A Justiça de São Paulo revogou nesta quinta-feira (20) uma decisão que garantia sua permanência no cargo.

Os relatos começaram a ser feitos no fim de maio com, ao menos, quatro supostas vítimas. Uma comissão interna determinou a retirada de Moredo do comando do grupo.

Nesta segunda-feira (17), ele foi impedido por funcionários de entrar no Hospital Igesp, onde fica seu escritório, mas a Justiça havia autorizado na terça (18) que ele exercesse suas funções até a conclusão do caso. Nesta quinta, a decisão foi revogada após relatos de que o empresário "teria praticado abordagens intimidatórias a colaboradores, ameaçado rescindir contratos de denunciantes e articulado nomeações".

A defesa de Moredo afirma que ele é vítima de um complô orquestrado pela primeira denunciante, que teria arregimentado outras funcionárias a prestarem declarações falsas na apuração interna. Modero representou contra ela na Polícia Civil, imputando-lhe o crime de denunciação caluniosa.

"Esta pessoa que fez isso saiu buscando pessoas para fazer denúncia. São denúncias direcionadas para afastar o sr. Fernando do cargo de presidente. Isso é uma vingança porque ele apontou alguns procedimentos de incompetência dela, e ela não gostou", afirmou o advogado Miguel Silva, na quarta-feira (19).

Nesta quinta, Silva afirmou que vai recorrer da decisão que retirou a garantia de permanência de Moredo no cargo. "Foi uma suspensão parcial das atividades. Ainda não tive acesso integral à decisão, mas com certeza vamos contestar no tribunal."

O grupo Trasmontano Saúde foi fundado em 1932 para prestar assistência a imigrantes portugueses em São Paulo. Ele controla a rede de unidades do Hospital Igesp (dois hospitais e cinco unidades de pronto atendimento) e atua também como plano de saúde e instituição de ensino na área médica. Moredo está no comando da entidade há 30 anos, sendo o responsável por sua expansão.

As acusações começaram a ser feitas em maio deste ano e partem de gerentes, assessoras e analistas. Ao menos quatro depoimentos foram gravados pela comissão interna. Além deles, novos relatos chegaram ao Ministério Público, que recebeu uma notícia-crime sobre o caso.

Elas relatam comentários com teor sexual, tentativas de toques indesejados e questionamentos sobre intimidades da vida matrimonial. Alguns deles contêm também conotação racista. Os assédios ocorreram por anos, segundo os depoentes.

Uma comissão para analisar as acusações foi formada dentro do grupo e decidiu pela destituição de Moredo do cargo, em maio.

Uma das testemunhas relatou que o assédio perdurou por quase 25 anos, a ponto de mulheres adotarem estratégias de proteção, como interromper sistematicamente reuniões individuais de Moredo com alguma funcionária.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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