“Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós”, diz CNBB sobre 2º turno das eleições
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quarta-feira (21), uma carta ao povo brasileiro sobre o segundo turno das eleições em que defende a Constituição, a democracia e pede a intercessão de Nossa Senhora Aparecida na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), que acontece neste domingo (25).
“Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz”, diz, ao término, a CNBB na mensagem.
A polêmica sobre a possível retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, defendida por pastores e aliados de Flávio Bolsonaro, marcou o fim da disputa no primeiro turno das eleições e atingiu principalmente o eleitorado católico que, segundo pesquisas, votam majoritariamente em Lula.
Na carta, os bispos católicos dizem que “o Brasil, como país soberano, necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade” e ressaltam a importância do meio ambiente e dos direitos humanos para “promover a paz”.
“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam.
Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições”, diz o texto.
A nota ainda faz um alerta sobre o assédio eleitoral, que tem atingido principalmente trabalhadores.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) já recebeu 1.492 denúncias de assédio eleitoral em 2026, segundo o balanço nacional divulgado nesta quarta-feira (20).
“O voto é livre e secreto.
Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis.
Governos recebem mandatos, os cidadãos conservam a responsabilidade de participar, fiscalizar e reivindicar.
A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia.
Essa tarefa exige informação confiável, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças”, diz a nota.
O texto ainda ressalta que os católicos considerem na escolha a “trajetória dos candidatos, suas práticas e compromissos com a democracia e as condições de vida do povo”.
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