Estudante mexicana cria extintor que apaga chamas com frequência do som; assista ao vídeo
Na Indonésia, uma estudante mexicana ganhou o ouro na Feira Internacional de Ciência e Invenções com um projeto inusitado: um extintor de incêndio que não utiliza a espuma, mas sim ondas sonoras para apagar o fogo.
A estudante Ángela Karime Venegas Hernández, de 17 anos, contou à imprensa internacional que a ideia surgiu quando viu vídeos na internet de um canhão sônico que apagava chamas.
A ferramenta criada por Karime se chama Vortex Tech, e ganhou projeção internacional durante a feira, que ocorreu entre os dias 14 e 16 de outubro na Indonésia.
Venegas estuda no Centro de Estudios Tecnológicos, Industriales y de Servicios (CETis) 78 de Altamira, uma rede de institutos públicos de educação que oferece carreiras técnicas, criada em 1968.
No Instagram, a estudante afirmou que “ganhar essa medalha de ouro representa muito mais que um reconhecimento, é o resultado de nunca pararmos, de acreditar em nossas ideias e de trabalhar para convertê-las em realidade”.
O texto acompanha fotos da jovem celebrando a premiação.
O extintor acústico funciona com uma bateria de 12 volts, um gerador de frequências, uma buzina, um balde que funciona como canhão e um amplificador.
A ferramenta gera uma frequência baixa de 30 hertz, a buzina transforma a frequência em ondas acústicas e empurra até a saída do canhão, o que provoca uma turbulência com o ar e interrompe o oxigênio que alimenta a combustão.
Continua após a publicidade O desenvolvimento do Vortex Tech levou cerca de um ano e passou por cinco protótipos.
Segundo Venegas, a ideia era comprovar que o princípio físico poderia apagar uma vela, hipótese inspirada no funcionamento de outros canhões sônicos.
O primeiro modelo conseguiu extinguir a chama com dificuldade após dois meses de trabalho.
A estudante atribui parte dos resultados ao orientador do projeto e tio, José Arturo Hernández Muñoz, a quem agradeceu pela dedicação e paciência.
Continua após a publicidade O interesse de Venegas pela ciência surgiu no segundo semestre do ensino médio, durante o curso de eletrônica.
O desenvolvimento do Vortex Tech despertou seu interesse pela área e a fez considerar uma carreira na engenharia, embora ainda esteja indecisa entre eletrônica e mecatrônica.
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