Infográfico: os ciclos de El Niño e La Ninã desde 1979
O El Niño é um dos fenômenos climáticos mais monitorados do mundo: pequenas variações na temperatura das águas do Pacífico são capazes de alterar padrões de chuva, seca e temperatura por todos os lados.
Sua fase oposta é a La Niña, fenômeno em que a água do Pacífico se resfria em relação à média.
Ao longo das décadas, a La Niña ocorreu mais vezes.
Ainda assim, os episódios de El Niño mais intensos deixaram marcas mais profundas no clima global.
Na prática, mais do que a frequência com que o fenômeno ocorre, o que realmente importa é a força de cada evento.
É importante destacar que o El Niño não provoca o mesmo tipo de clima em todos os lugares — o que ele faz é aumentar a probabilidade de eventos climáticos extremos em diferentes regiões do mundo.
Continua após a publicidade No Brasil os efeitos do El Niño variam bastante de região para região.
No Sul do país, o fenômeno tende a estar associado a chuvas acima da média e maior risco de temporais e enchentes.
Já no Norte e em partes do Nordeste, o padrão costuma ser o oposto: períodos de estiagem mais prolongada, afetando diretamente a agricultura e o abastecimento de água. <span class="hidden">–</span> Caroline Aranha e Cristielle Luise/Superinteressante Continua após a publicidade Episódios de El Niño que marcaram a História 1982-83 : provocou uma seca severa na Austrália e na Indonésia, ao mesmo tempo em que causava enchentes no sul dos Estados Unidos.
O aquecimento também contribuiu para a formação do furacão mais forte já registrado no Havaí até então.
1997-98 : ficou conhecido como um “super El Niño”, e foi um dos mais fortes já observados.
O fenômeno provocou enchentes, secas e incêndios florestais em diversos continentes ao mesmo tempo.
O calor recorde nos oceanos durante esse período é apontado como responsável pela morte de cerca de 16% dos recifes de coral do planeta.
2015-16 : coincidiu com as temperaturas globais mais altas já registradas até aquele momento.
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