Como Jonathan, tartaruga mais velha do mundo, chegou aos 194 anos? Estudo descobriu
Não é de se impressionar que uma tartaruga ultrapasse os cem anos de vida.
Agora, beirar os dois séculos é uma marca surpreendente.
Esse é o caso de Jonathan, uma tartaruga-gigante-de-aldabra (Aldabrachelys gigantea) de 194 anos que vive na residência do governador de Santa Helena, ilha no Atlântico Sul pertencente ao Reino Unido.
Testemunha das guerras mundiais e da ascensão e queda de diferentes sistemas políticos, Jonathan é considerado o animal terrestre mais velho do mundo.
O título atraiu pesquisadores, que decidiram investigar a sua longevidade.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (7) na revista científica Science Advances.
Mitocôndrias, as queridinhas Os cientistas analisaram o genoma e epigenoma (falaremos deles mais adiante) do réptil.
Eles observaram que o seu DNA possui uma série de variantes genéticas.
O interessante é que a maioria dessas alterações estão localizadas em vias associadas à longevidade, como função mitocondrial, regulação da insulina e função dos telômeros (as extremidades protetoras dos cromossomos).
A equipe identificou ao todo 287 genes com variantes exclusivas de Jonathan, incluindo algumas alterações ligadas à supressão de tumores e ao reparo do DNA.
O centenário também possui cópias extras de um gene que codifica uma proteína que combate células envelhecidas e cancerosas.
No entanto, o que mais surpreendeu os cientistas foram os padrões químicos dos genes.
Isso porque eles apreciam proteger o funcionamento saudável de suas mitocôndrias (lembra das suas aulas de biologia?).
Essa descoberta em particular foi uma baita pepita de ouro, até porque a debilidade dessas organelas tem sido associada ao envelhecimento e à doenças da idade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.