Criadora do ChatGPT usa IA para fazer 372 avanços matemáticos de uma vez
A OpenAI, criadora do ChatGPT, divulgou na última terça-feira (6) um conjunto de 722 artigos científicos gerados inteiramente por inteligência artificial.
Essas pré-publicações foram compartilhadas no repositório de software GitHub - muito usado por profissionais da área de computação e ciências exatas -, e trazem avanços em 372 problemas matemáticos complexos.
Segundo conta a OpenAI, o projeto utilizou modelos ainda não divulgados ao público para abordar cerca de 4 mil problemas diferentes.
Desse número, e a partir de regras específicas para revisão e citação de cada artigo, foram selecionados os mais de 300 resultados.
Interessante, não? A comunidade científica ficou dividida: enquanto alguns comemoraram, outros demonstraram preocupação.
E a discussão aqui não tem nada a ver com o ego ferido dos especialistas em terem sido “superados” pela tecnologia.
Mas sim o motivo em divulgar tantos "avanços" de uma só vez.
Equação de Navier-Stokes As tensões entre o chatbot e os matemáticos começaram há um mês, em 8 de setembro, quando a OpenAI anunciou que descreveu uma solução para a Equação de Navier-Stokes, um conjunto de equações que descrevem o movimento de fluidos líquidos e gasosos, baseadas na segunda lei de Newton e na conservação de massa e momento.
Trata-se de um dos cinco “Problemas do Milênio” selecionados pelo Instituto de Matemática Clay, que é referência em pesquisa do Reino Unido.
Quem não ficou satisfeito com o ocorrido foi o matemático Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York, que iniciou uma disputa pelos créditos da resolução.
E o seu descontentamento repercutiu na comunidade: no dia 11, um grupo de 25 medalhistas Fields – o “Nobel de Matemática” – assinaram uma declaração contrária ao uso de problemas não solucionados como métricas para IAs.
Por outro lado, a empresa afirma que tem como objetivo fornecer ferramentas para matemáticos e demais cientistas.
“Para alcançar esse objetivo, avaliamos e desenvolvemos nossos modelos com base em problemas de vanguarda complexos em todas as ciências”, disse um porta-voz da OpenAI à revista Nature.
Não à toa, no dia 21 de setembro, a criadora do ChatGPT afirmou que havia resolvido outros 100 novos problemas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.