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O pequeno animal de 8 patas que resiste ao vácuo do espaço e pode despertar depois de décadas sem atividade

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O pequeno animal de 8 patas que resiste ao vácuo do espaço e pode despertar depois de décadas sem atividade

A criptobiose permite que esses animais microscópicos enfrentem dessecação, frio extremo e até exposição direta ao vácuo espacial

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Os tardígrados medem geralmente frações de milímetro, mas desenvolveram uma das estratégias de sobrevivência mais extraordinárias conhecidas entre os animais. Quando falta água, algumas espécies retraem as oito patas, desidratam profundamente o corpo e entram em um estado no qual a atividade metabólica se torna quase indetectável, permitindo enfrentar condições que seriam fatais durante a vida ativa.

Quando determinadas espécies enfrentam dessecação, elas entram em anidrobiose, uma forma de criptobiose. O corpo se contrai até assumir uma estrutura conhecida como tun , enquanto perde grande parte de sua água. Moléculas e proteínas protetoras ajudam a preservar membranas, proteínas e outras estruturas celulares durante esse período extremo.

O processo envolve mudanças profundas no organismo, justamente porque uma célula normalmente sofre danos graves quando perde água. Os tardígrados resistentes à dessecação possuem mecanismos bioquímicos capazes de estabilizar estruturas celulares enquanto permanecem no estado criptobiótico.

O vídeo do SciShow é dedicado especificamente aos tardígrados e explica sua criptobiose, resistência à desidratação, temperaturas extremas e experiências relacionadas ao espaço. Ele também ajuda a separar a resistência real desses animais da fama exagerada de criaturas completamente indestrutíveis.

Sim. Em 2007, tardígrados desidratados viajaram na missão Foton-M3 e foram expostos diretamente às condições espaciais por cerca de dez dias. Os grupos protegidos da radiação ultravioleta solar apresentaram boa sobrevivência após o retorno e a reidratação, demonstrando tolerância real ao vácuo espacial.

A radiação solar, entretanto, mostrou o limite da façanha. Quando os animais receberam simultaneamente vácuo e forte radiação ultravioleta, a sobrevivência caiu drasticamente. A Agência Espacial Europeia descreve o experimento como a primeira demonstração de animais capazes de sobreviver à exposição direta ao espaço, mas não como prova de resistência ilimitada.

Alguns experimentos realmente demonstraram sobrevivência após exposições extremamente frias, inclusive em condições próximas do zero absoluto. Porém, esses números normalmente correspondem a períodos e protocolos laboratoriais específicos, muitas vezes utilizando animais em criptobiose. Isso não significa que um tardígrado ativo possa permanecer indefinidamente a -272 °C.

A mesma cautela vale para temperaturas próximas de 150 °C, frequentemente citadas na internet. A resistência térmica depende fortemente da espécie, do estado de hidratação e do tempo de exposição. Estudos modernos mostram que os limites diminuem bastante quando o calor é mantido por períodos mais longos.

Quando a água retorna em condições adequadas, o tun começa a absorvê-la e o organismo recupera gradualmente sua forma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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