Petróleo dispara após Trump ameaçar Irã com “guerra econômica”
Os preços do petróleo disparam nesta quinta-feira, 20, após o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmar que pretende promover uma “guerra econômica” sem precedentes para encurralar o Irã.
Os iranianos, porém, permanecem firmes e ironizam o que classificam como uma “política fracassada”.
Por volta das 11h, os preços do petróleo subiam 1,9%, aos 93,39 dólares.
Trump anunciou a nova campanha de pressão econômica contra Teerã na quarta-feira, em uma mensagem publicada na plataforma Truth Social.
“Hoje anuncio a operação econômica mais esmagadora já empreendida contra qualquer país! Será uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes”, escreveu Trump.
O presidente exigiu o fim do “contrabando de petróleo, do intercâmbio de moedas e das transferências em espécie”, sem mencionar nenhum país especificamente ou revelar detalhes sobre as medidas.
“Também anuncio que QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de tábua de salvação ao Irã enfrentará, por sua vez, TREMENDAS consequências econômicas”, acrescentou.
Continua após a publicidade Trump defende uma política de “pressão máxima” sobre o Irã, que consiste na imposição de sanções econômicas.
A estratégia foi adotada durante seu primeiro mandato e restabelecida assim que ele voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Até o momento, porém, o Irã não cedeu.
Teerã mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial no Oriente Médio por onde transitavam, antes da guerra, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados no mundo.
Continua após a publicidade As autoridades iranianas mencionam abertamente a possibilidade de operações de ataque na rota, que se tornou uma importante alavanca estratégica contra Washington.
Durante uma reorganização de cargos importantes do comando militar, no início de agosto, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, defendeu o “fortalecimento da dissuasão máxima e a preparação para operações ofensivas em larga escala”.
Continua após a publicidade Para o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araghchi, o plano anunciado por Trump tem como objetivo criar “uma distração em relação à própria crise dos Estados Unidos”.
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