“Ciclone, furacão, guerra”: alarme da Defesa Civil só tocará em caso extremo
Após o “alerta extremo” falso que uma invasão hacker enviou aos celulares, o sistema que notifica por som a possibilidade de um evento extremo está funcionando regularmente em Mato Grosso do Sul e nos demais estados.
O coordenador da Defesa Civil Estadual, Hugo Djan, afirmou hoje (11) que moradores de todos os municípios poderão receber o alerta, mas não é por qualquer motivo.
“Precisa ser um evento muito extremo, fora da nossa normalidade.
Ciclone, furacão, guerra”, cita.
Os furacões, no entanto, são improváveis no Estado porque esses fenômenos não costumam atingir o interior dos continentes.
O Brasil tem registro excepcional, chamado de "Catarina", que atingiu o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em 2004 com ventos que chegaram a cerca de 180 km/h.
Ele é reconhecido pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Já os ciclones extratropicais, sim, têm maiores chances de produzir efeitos indiretos em Mato Grosso do Sul, como temporais acompanhados de granizo e fortes rajadas de vento.
A depender da intensidade, há capacidade de destruição.
Djan explicou que o alerta que tiver relação com a meteorologia só vai ser disparado quando a Defesa Civil de MS for notificada pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) de que um evento extremo se aproxima.
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