Operação Crédito Oculto mira ex-sócio do Banco Genial e delator do caso Master
A Operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto, foi deflagrada nesta quinta-feira 24 para aprofundar a investigação sobre o esquema de lavagem de dinheiro operado pelo crime organizado e que envolve postos de combustível. Treze pessoas físicas e dezenove empresas são alvos de mandados de busca e apreensão. Entre elas, está Humberto Tupinambá, sócio do Banco Genial. Procurada pela reportagem, a Genial não retornou os pedidos de posicionamento até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
A operação é conduzida pela Receita Federal, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo e pelas polícias militar e civil. Além de São Paulo, a Crédito Oculto também cumpre mandados no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Segundo a Receita Federal, “o objetivo da operação é desvendar a utilização de estruturas complexas de lavagem de capitais para a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Houve sobreposição de estruturas pela organização criminosa, para, inicialmente, ocultar o controle de uma empresa sucroalcooleira e, depois, a aquisição de uma distribuidora de combustíveis”.
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