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Ações da Novo, do Ozempic e Wegovy, recuam em meio a dúvidas de analistas sobre precificação e M&A

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As ações da Novo Nordisk recuavam nesta segunda-feira, enquanto executivos enfrentavam perguntas difíceis de analistas sobre o poder de precificação da farmacêutica e sua estratégia de fusões e aquisições, diante da proximidade do vencimento de importantes patentes.

A Novo pretende lançar mais de cinco medicamentos de grande sucesso até 2030 e gerar mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas (US$23 bilhões) em vendas provenientes de seu pipeline em 2035, afirmou o presidente-executivo da companhia, Mike Doustdar, em evento para o mercado de capitais da farmacêutica, realizado em Londres.

A empresa está correndo contra o tempo para tranquilizar os mercados de que conseguirá lidar com a expiração das patentes da semaglutida — o princípio ativo de seu medicamento de grande sucesso para o tratamento da obesidade, Wegovy, e do medicamento para diabetes Ozempic — no início da década de 2030.

A sorte da farmacêutica dinamarquesa mudou drasticamente desde a chegada do Wegovy em 2021, que impulsionou sua avaliação para mais de US$600 bilhões.

As ações da Novo, porém, despencaram mais de 70% em relação aos seus recordes históricos, diante da forte concorrência da rival norte-americana Eli Lilly .

Por volta de 8h50 (horário de Brasília), as ações da Novo caíam mais de 4%.

Pressão de concorrentes Segundo dados da LSEG, o medicamento injetável concorrente da Lilly, Zepbound, deve superar as vendas de Wegovy em mais de US$7 bilhões este ano.

Buscando acalmar a instabilidade do mercado, a Novo iniciou no ano passado um programa de redução de custos, divulgando nesta segunda-feira que o número de demissões em massa chegou a 13.000, após 9.000 cortes iniciais e 4.000 desligamentos subsequentes.

No entanto, nesta segunda-feira, analistas pressionaram a gestão em relação às suas premissas de precificação, questionando se os medicamentos de próxima geração conseguirão manter preços elevados depois que a semaglutida perder a exclusividade.

Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, disse à Reuters que a meta de vendas da Novo para 2030, que projeta apenas margens estáveis, foi um pouco decepcionante, embora não tenha sido uma grande surpresa.

“Considerando todas as pressões que a Novo enfrentará nos próximos anos, como os biossimilares no Canadá, Brasil e China, e a forte concorrência a partir de 2028 da Amgen, Pfizer etc., a previsão parece razoável”, disse ele.

As ações da Novo recuperaram parte das perdas iniciais e estavam em queda de 4,7% às 11h24 GMT.

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