Mercado eleva projeção da inflação, mas vê mais um corte da Selic neste ano
Os analistas do mercado financeiro consultados para a formulação do Boletim Focus, realizado pelo BC (Banco Central), voltaram a aumentar a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026. Mesmo com a atualização, as expectativas projetam mais um corte da taxa básica de juros, para 13,5% ao ano.
Mercado financeiro prevê inflação em 4,92% no fim deste ano. O percentual corresponde ao aumento da expectativas após três semans consecutivas de queda das projeções. Na semana passada, os analistas previam alta de 4,90% dos preços. Há quatro semanas, a projeção sinalizava alta de 5,02% do índice oficial de preços.
Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Perspectivas apontam para aceleração dos preços em setembro. Após a deflação, os analistas projetam uma alta de 0,5% do IPCA neste mês. O efeito rebote da volta das cobranças integrais das contas de luz e os primeiros efeitos do El Niño sobre os alimentos são apontados como fatores que vão pressionar a inflação deste mês.
Relatório passou a projeta mais um corte dos juros neste ano. Mesmo com as estimativas para uma inflação maior, as previsões mostram que a taxa básica de juros ainda deve cair mais 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 13,75% para 13,5% ao ano. A redução é prevista para um das duas reuniões da próxima quarta-feira (16).
Juros são a principal ferramenta de política monetária contra a inflação . A elevação da taxa Selic é utilizada como alternativa para limitar o consumo e, consequentemente, conter o avanço do IPCA. Por outro lado, quando a Selic recua, ela estimula o consumo e os preços tendem a subir devido à demanda maior por bens e serviços.
Projeções de juros para 2027, 2028 e 2029 permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas do mercado financeiro mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. O cenário também segue inalterado para o IPCA de 2026 (+4,3%), 2027 (+3,8%) e 2028 (+3,5%).
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.