China é referência em experiências e inovação, diz fundador da Nuts
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A China surpreendeu Rodrigo Martins, sócio-fundador da Agência Nuts, pelo uso de experiências em atrações turísticas, espetáculos e até no varejo. Após duas viagens ao país, o empresário decidiu organizar uma missão para apresentar esse olhar a outros profissionais, conta ele no Divã de CNPJ , do Canal UOL .
Martins diz que foi ao país em busca de inovação e tecnologia, incluindo inteligência artificial, mas mudou o foco ao notar como atrações culturais, shows e o varejo exploram o design de experiência.
Eu estive lá duas vezes e eu fui em busca de inovação, tecnologia. A última vez foi meio cultural. Eu comecei em Pequim, na Muralha, e percebi que os caras criaram um tobogã para descer. Você fica lá 8, 10 minutos descendo o tobogã. Foi o primeiro indício que eu falei: eu vim atrás de inovação, eu vim atrás de IA, mas eu vim num país que os caras tão pensando em experiência. Rodrigo Martins
O empresário afirma que se surpreendeu porque tinha os Estados Unidos como principal referência de experiências. Na conversa, Hollywood e Disney aparecem como exemplos desse modelo. "Depois que eu vi aquilo, eu falei, cara... acabou, assim", diz Martins sobre o impacto do que encontrou na China.
Martins descreve espetáculos noturnos em diferentes cidades, com cenários naturais iluminados e produções de grande escala. Em um deles, segundo ele, um lago vira palco para cerca de 300 atores, com estruturas que surgem na água durante a apresentação.
Os caras te dão um negócio no teu pescoço, que eu nunca tinha visto. São alguns cheiros que, conforme a cena rola, solta um cheirinho pra você acompanhar a cena sensorialmente. Eu nunca imaginei, sinceramente, que ia ver isso na China, porque a nossa referência de experiência é Estados Unidos. Rodrigo Martins
Ele também relata um "teatro rotatório" criado para contar a revolução chinesa, com cerca de 200 atores. Nesse caso, não apenas o palco se movimenta: a própria plateia gira para acompanhar diferentes ângulos da apresentação. "Tem hora que o palco gira e tem hora que você gira", afirma.
Para Martins, esse olhar para a experiência também aparece no varejo. Ele cita o fenômeno Labubu e afirma que lojas se transformaram em "um espaço de entretenimento puro". O empresário também destaca a combinação entre a estrutura de poder centralizada do país e uma forte lógica de consumo.
A China tem uma lógica muito louca, que é a lógica do poder centralizado, que tomou algumas boas decisões nos últimos anos, com uma lógica de consumo e capitalista maluca. Então, se junta as duas coisas, você tem agilidade pra fazer coisas acontecerem muito rapidamente. Rodrigo Martins
A experiência das viagens levou o fundador da Nuts a organizar uma missão para a China com foco nesse olhar para experiências. Segundo Martins, já existem diversas viagens voltadas a temas como inteligência artificial, inovação, tecnologia e robótica, mas ele não encontrou iniciativas com a mesma abordagem.
A viagem está prevista para novembro e terá um grupo pequeno.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.