Policial civil preso por tentativa de feminicídio contra esposa é denunciado pelo MP de Roraima
José Maria de Souza Moura, investigador da Polícia Civil de Roraima preso por tentativa de feminicídio contra a própria companheira.
Reprodução/Redes sociais O investigador da Polícia Civil, José Maria de Souza Moura, de 58 anos, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) de Roraima, pelo crime de tentativa de feminicídio contra a esposa.
A denúncia foi apresentada à Justiça na quarta-feira (16).
O crime ocorreu na madrugada de 7 de setembro, em Caracaraí, ao Sul do estado.
Segundo o inquérito, José Maria invadiu a casa após uma discussão, atacou a vítima e a enforcou com dois golpes conhecidos como "mata-leão".
Ele está preso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a defesa do policial declarou que ele é presumido inocente e que todas as provas serão submetidas ao contraditório durante o processo.
Afirmou, ainda, que pediu à Justiça um novo depoimento da vítima, alegando que a versão dada no dia do flagrante pode "não refletir com fidelidade o que ela viveu".
Na denúncia, à qual o g1 teve acesso, a promotora Vanessa Rende Queiroz pediu que o policial seja condenado a pagar uma indenização à vítima.
O documento também solicita a perda do cargo público do investigador caso ele seja condenado.
Em depoimento, o padrasto da vítima relatou que a mulher chegou a perder as forças e estava aparentemente desmaiada no momento do socorro.
O documento detalha que a asfixia da vítima é considerada um meio cruel e pediu um novo exame médico para verificar se a mulher sofreu lesões internas no pescoço, já que o golpe não deixa marcas visíveis na região.
Ao formalizar a denúncia, o MP usou como provas contra José o depoimento dado pela vítima na delegacia, relatos de familiares, registros da porta arrombada pelo policial, e o da marca de mordida que a vítima deu no braço do policial na tentativa de se livrar das agressões.
Defesa alega pressões A defesa do policial alegou também que a esposa de José Maria foi pressionada pelo delegado do caso a registrar a ocorrência e a assinar "documentos que não leu".
O delegado do caso, Bruno Gabriel Bezerra Costa, no entanto, já havia declarado publicamente que a investigação não se baseia apenas em depoimentos, mas em provas materiais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Roraima.