O encontro Trump-Xi vai sair? O que o mercado espera da cúpula — e para onde você deveria estar olhando também
Reunião entre os presidentes de EUA e China (se acontecer) pode ditar os rumos do câmbio, das tarifas e das ações globais
Entre a sombra de conflitos internacionais e o peso de economias trilionárias, uma mesa de negociações em Washington pode ditar o ritmo dos mercados globais.
Agendada para o dia 24 na capital norte-americana, a cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e da China, Xi Jinping , será o segundo encontro entre os dois chefes de Estado este ano.
O objetivo central das conversas é preservar a frágil trégua comercial e reforçar uma relação de estabilidade estratégica construtiva entre as duas maiores potências do planeta.
Embora o encontro ainda não esteja oficialmente confirmado, o Seu Dinheiro conta para você os assuntos que devem dominar as agendas de Trump e Xi — e para onde o mercado deve olhar.
A prioridade imediata é a extensão da trégua tarifária negociada na cúpula da Coreia do Sul em outubro passado, que expira no dia 10 de novembro.
Em busca de vitórias comerciais antes das eleições de meio de mandato de novembro, Trump pretende formalizar compras de produtos agrícolas e grandes encomendas de jatos da Boeing — com negociações para até 500 aeronaves 737 MAX e dezenas de aviões de corpo largo.
A governança de inteligência artificial (IA) estará em pauta devido a preocupações compartilhadas sobre segurança nacional, capacidade militar e competitividade econômica.
Além disso, Pequim pressiona pelo adiamento de regras norte-americanas que banem empresas chinesas de receberem tecnologias avançadas dos EUA, enquanto Washington exige a liberação das remessas de terras raras e minerais críticos essenciais para os setores de alta tecnologia e defesa.
Pequim tenta convencer Trump a declarar publicamente que os EUA se opõem à independência de Taiwan, alterando a formulação tradicional de apenas "não apoiar".
O impasse inclui também um pacote pendente de vendas de armas norte-americanas para a ilha no valor de US$ 14 bilhões, tratado pelo republicano como moeda de troca nas negociações, o que gera receio em aliados asiáticos sobre um possível abrandamento do apoio de Washington em troca de ganhos econômicos.
Os presidentes discutirão o conflito no Irã, iniciado por Trump e Israel em fevereiro.
Sendo a China a maior compradora de petróleo iraniano, os EUA veem Xi como uma figura capaz de pressionar Teerã, enquanto as discussões conjuntas buscam facilitar um cessar-fogo no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz.
A contenção do fluxo de substâncias químicas precursoras do fentanil vindas da China permanece como um dos pontos de cobrança da administração norte-americana.
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