Governo não vê risco jurídico a reajuste do Bolsa Família antes da eleição
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vê riscos jurídicos ao reajuste no benefício do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) .
Segundo fontes, a gestão federal não descarta contestações pela oposição, mas avalia que a medida tem “amparo na lei” .
A viabilidade jurídica do reajuste foi avaliada previamente pela AGU (Advocacia-Geral da União).
A pasta indicou em uma nota que o decreto assinado por Lula não cria benefício novo, nem altera critérios de acesso ao programa, “apenas impede que a inflação reduza a proteção às famílias em situação de vulnerabilidade” .
A AGU diz que a prerrogativa do Executivo para corrigir os valores pela inflação está prevista em lei e que o programa tem orçamento executado desde 2023.
Leia Mais Às vésperas de eleição, Lula anuncia reajuste do Bolsa Família para R$ 691 Nunes Marques negou pedido da PF de buscas contra ACM Neto Futura: 60,4% desaprovam o STF; aprovação é de 29,3% “A correção do benefício pautada no INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], sem ampliação do público atendido, está fora, portanto, do alcance de qualquer vedação eleitoral, conforme apreciação realizada pela Câmara Nacional de Direito Eleitoral da Consultoria-Geral da União da AGU” , indica.
O presidente Lula anunciou, em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira um reajuste monetário no programa Bolsa Família.
O piso do benefício sai de R$ 600 para R $ 691 .
O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777 .
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste corresponde à recomposição da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
O reajuste será de 15,04% .
O benefício no valor corrigido começará a ser pago em outubro .
Para este ano, o impacto fiscal é de R$ 5,8 bilhões .
A previsão é de que o reajuste custe R$ 22 bilhões em 2027.
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