Apagão de mão de obra: ES precisa formar 280 mil trabalhadores até 2027
O Espírito Santo vive um momento de expansão dos investimentos , mas enfrenta um desafio que pode limitar o crescimento da economia : a falta de profissionais qualificados para ocupar as vagas que estão sendo abertas.
De acordo com dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) , o Estado tem R$ 65 bilhões em investimentos previstos até 2027. Ao mesmo tempo, precisa formar ou requalificar 279,7 mil profissionais até o próximo ano, sendo 47,4 mil em formação inicial e 232,4 mil em educação continuada, segundo levantamento do Observatório Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
Esse foi o cenário apresentado no painel Diálogos.ag realizado nesta terça-feira (11) em Colatina , na Região Noroeste do Estado , com o tema “Empregabilidade e inovação: como a escassez de talentos trava o Espírito Santo e qual o papel da inteligência artificial na nova economia.”
Promovida por A Gazeta , com apoio da rádio CBN Vitória e parcerias da Associação Empresarial de Colatina e Região (Assedic) e da Fucape Business School, a conversa teve a participação do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) , Jales Cardoso; a economista-chefe da Findes, Marília Silva; e o fundador da Fucape Business School, Valcemiro Nossa. A conversa foi mediada pelo colunista de Economia e Negócios de A Gazeta, Abdo Filho.
O debate abordou os desafios na geração de mão de obra qualificada em meio aos processos de inovação do mercado de trabalho, com os avanços das atividades digitais e da inteligência artificial (IA). Para Valcemiro Nossa, o problema é agravado pela velocidade das transformações tecnológicas.
Muitas vezes existe uma mão de obra disponível, mas ela não se encaixa mais na vaga e nas novas exigências das empresas contratantes
Na avaliação de Marília Silva, da Findes, a solução para o déficit de profissionais não depende apenas das instituições de ensino ou do poder público. As empresas também precisam assumir uma parte da responsabilidade pela formação dos trabalhadores.
Ela defendeu uma atuação conjunta entre governo, instituições de ensino e setor produtivo. Na prática, isso pode significar contratar profissionais que ainda não tenham todas as competências exigidas e qualificá-los posteriormente.
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