Novo Desenrola: prazo para bancos participarem vai até o dia 30
O Desenrola 3.0 deve começar a virar realidade nesta semana.
Bancos, seguradoras e fundos de investimento de direitos creditórios (FIDCs) têm até o dia 30 para apresentar ao Ministério da Fazenda as carteiras de dívidas aptas a participar do programa.
A nova fase prevê a compra de dívidas pela União com desconto de, no mínimo, 90%, para facilitar a renegociação dos devedores.
As instituições que não manifestarem interesse esta semana não poderão participar do leilão, que deve acontecer entre o final de novembro e o início de dezembro.
Já a compra efetiva das carteiras pelo governo deve acontecer só em 2027.
A terceira versão do programa é a principal aposta do governo para combater o resiliente endividamento recorde da população e aliviar o orçamento familiar, que vem sendo consumido pelo pagamento de dívidas.
A nova modalidade do Desenrola de renegociação de dívidas prevê a compra das carteiras de dívidas pela União com desconto de, no mínimo, 90%.
Posteriormente, o governo vai cobrar a dívida renegociada dos devedores, que poderão pagar à vista ou de forma parcelada.
Leia também: Desenrola 3.0: saiba como vai funcionar novo programa de renegociação de dívidas No total, serão destinados até R$ 15 bilhões para a aquisição de carteiras durante todo o programa, que tem vigência até junho de 2028.
Nas outras rodadas, poderão ser compradas dívidas não bancárias também.
As dívidas abarcadas neste momento são: Cartão de crédito rotativo e parcelado, Cheque especial, Crédito pessoal não consignado para pessoa física, Crédito sem garantia real para microempreendedor individual.
A estimativa inicial é que até R$ 90 bilhões em débitos sejam apresentados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Pela conta do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, isso significa que a compra de todo o volume estimado custaria no máximo R$ 9 bilhões à União. — Se no limite esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam R$ 9 bilhões para gente adquirir tudo — disse Ceron.
O governo, porém, não deve comprar tudo o que for apresentado.
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